terça-feira, 31 de julho de 2012

O valor da felicidade

             Ficar milionário para ser feliz, comprar o quiser, ganhar bem, mansões, carros de luxo, bens. Com isso qualquer um poderia se sentir feliz, ou pelo  menos é o que muitos acham que conduz a felicidade. Se pensar assim, poderia-se dizer que a felicidade tem um preço, e o preço corresponderia a satisfação da pessoa em conseguir seus bens, seus desejos. Mas afinal, qual seria o preço da felicidade?
             Que a felicidade depende de cada um parece bem óbvio, senão para todos, para quase todas as pessoas. Se pensar, também é complicado atrelar a felicidade a liberdade, uma vez que não se tem convicção imediata do que realmente é a liberdade e além do mais, se ela não for contida, poderá até mesmo implicar na falta da felicidade. A liberdade pode estar preso ao sentimento de um valor, pois quando se vê a felicidade em uma viagem é necessário dispor de uma certa quantia em dinheiro para pagar as despesas com a viagem e assim a pessoa sentir-se livre para viajar, o mesmo decorre quando se deseja adquirir um bem que satisfaça a pessoa, se ela dispor do valor necessário para pagar o preço do bem ela terá a liberdade de tê-lo. Mas isso tudo implica em valores e esses valores correspondem ao quanto as pessoas se sentem estimuladas a alcançar a felicidade por isso, então para algumas a felicidade estará em valores mais altos, conforme a ganancia da pessoa, ou valores bem mais baixos, conforme a modéstia da pessoa.
             O caso é que a felicidade trata-se de um sentimento, ou seja, um ato que reflete o sentir do ser, então a felicidade dependerá do momento pela qual a pessoa passa, sendo momentânea e sendo definitiva se o ser permanecer constantemente nesse ato de se sentir. E, enquanto sentimento ela não possui um valor, mas o estímulo para ela se manifestar pode estar atrelado a um desejo e por ora esse desejo pode se sustentar a coisas relacionadas a valores, como mercadorias, bens, viagens, empregos, dinheiro, entre outros. Por ora a felicidade não precisa de um valor, mas cada estima em si o valor que ela pode assumir.          

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Final Feliz

             No tempo das férias é muito comum pessoas assistirem um filme no cinema, ler um livro de romance ou ficção científica, ou mesmo de literatura infantil ou mesmo se dedicar mais as novelas. Nessas histórias sempre é esperado um final feliz, sempre assim que se esperam as coisas, assim como nas histórias infantis, que sempre aparece o "foram felizes para sempre".
             Essa visão de final feliz é o mais comum de se esperar, principalmente nas histórias infantis. A verdade é que o "foram felizes para sempre" na verdade se pensar bem representa apenas o momentâneo, pois na verdade a felicidade eterna é um fato bem difícil. Nas estórias de conto de fadas no final a mocinha se junta ao príncipe e logo ambos vivem felizes para sempre, se levar isso para a realidade, o que acontece em muitos casos é infelizmente o contrário, e isso ocorre tanto com as pessoas mais influentes da sociedade quanto com pessoas comuns. A verdade é que atrito numa relação a dois, numa vida de casado sempre existe e muitas das vezes a resolução dos conflitos não é feliz, pois a relação entre eles se desfaz, no inicio podem até sentir aquele momento e superar depois ou ter fins piores, levando a casos de depressão, rancores e até mesmo assassinatos.
             É no casamento que ambas as partes (os cônjuges) prometem o amor na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até a morte os separe. O problema é que muitos se esquecem desses comprometimentos e acabam logo nos primeiros problemas desfazendo todo aquele amor que um tinha para com o outro. Casar e esperar a felicidade para sempre assim como estórias de contos de fadas é realmente algo demagógico, pois ninguém está isento de problemas ao longo de sua vida, ainda mais quando há um comprometimento em duas pessoas viverem juntas, unidas, construindo uma mesma vida, uma mesma   família e partilhando os mesmos problemas. A fidelidade e a vontade que as pessoas tem de construir uma vida em união deve-se saber suportar as dificuldades e entender que a felicidade nem sempre será de fácil alcance, pois deverá passar por problemas de doenças, dificuldades financeiras, morte, as vezes inveja e desconfiança, as vezes problemas com trabalho e emprego, problemas com os filhos, insegurança e muitos mais e saber superá-los é o que sustenta a alegria de viver juntos.
             Se olharmos a realidade a estória de contos de fadas parece cada vez menos presente, visto que divórcios vem aumentando bastante ultimamente, vários casais se veem separados e os filhos morando ora com a mãe, ora com o pai, mas nunca com os dois juntos. Além do mais, nem sempre uma história deve ter final feliz, pois a vida é formada de autos e baixos, e momentaneamente um problema é resolvido, mas devemos entender que é comum do homem criar problemas e depois resolvê-los, já que busca sempre sua felicidade, um projeto que nunca é definido, e mesmo quando se vê em estado de perfeição há momentos que não se encontra feliz.             

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Época e os Conceitos

               Como bem sabemos todo ser humano é dotado de opinião e que quando vive em uma sociedade democrática ele tem toda a liberdade de exprimi-la. Saber se uma opinião é certa ou errada nem sempre é viável, pois há momentos que não há como fazer julgamentos tendo por base simplesmente por definições científicas, o que leva a situação a tomar proporções subjetivas e assim encaixando-se a resposta em fundamentos pessoais, o que gera por fim atritos entre concepções abordadas. Lógico que para resolver conflitos dessa natureza deve-se respeitar e refletir mais a fundo e coerentemente cada uma das questões levantadas.
              É muito comum ouvirmos aquela frase que diz que a cabeça pensa onde os pés pisam, uma vez que a cultura de um povo interfere significativamente na opinião de um individuo, inclusive se baseando pelo meio em que ele vive e nas condições que ele tem para viver. É complicado fazer com que um indígena viva numa sociedade organizada com leis regidas por uma federação justamente pelo fato deles já terem a sua cultura própria, o seu modo de agir e pensar, sendo isso aquilo que para ele representa a verdade de seu mundo, ao menos em sua concepção de vida. Outro exemplo pode ser de como enxergar a realidade da vida tomando por base um esquimó, que vive em regiões extremamente frias a maior parte do tempo, e defrontar com um morador das proximidades do deserto do Saara, região já bem mais quente, pois se analisar, cada um concebe uma forma de se alimentar, de se vestir, de cultuar a vida e de enxergar os problemas que deve superar. Assim também podemos enxergar, ainda tomando por base a frase mencionada no início desse parágrafo, uma mesma pessoa que participa de diferentes ambientes sociais, é muito comum ele se adaptar logo a pensar como pensa o ambiente em que se faz presente ou senão defrontar as suas concepções com aquele lugar, fato esse determinante a ocorrência de atritos, devido a divergência de opiniões.
              Outro fato interessante é que concepções e conceitos dependem muito da época que se vive. Com o passar do tempo conceitos são trocados a todo instante, a forma de pensar e refletir sobre a vida toma dimensões distintas. Entre as razões determinantes desse fato se encontro a evolução do mundo, as inovações tecnológicas, a questão da globalização, o surgimento de novas concepções culturais que se espalham na evolução da música, da literatura, da arte, da busca por novas identidades, da tentativa de busca pelo autoconhecer-se, de explicar a realidade que vive, da forma com que os indivíduos se organização, pois se analisarmos, no início do século XIX a população rural era maior e no final do mesmo século a população já era bem mais urbana, além do mais, as tradições e a forma política de um povo se organizar quando analisado a história também varia. Tudo isso implica para que conceitos se alternem constantemente com o tempo. Algo que algum tempo atrás a tristeza poderia ser visto como algo efêmero, hoje em dia pode ser até motivo de depressão, o namoro que era concebido sempre na presença do pai da moça e sem contatos físicos, somente com a conversa e que atualmente já há um contato físico bem mais aparente. Se quiser, faça essa experiência perguntando um mesmo conceito (pessoal) para uma pessoa de vinte anos e depois para uma de sessenta anos (se quiser pergunte também para uma de quarenta anos).
              O fato é que, por mais absurda que pareça, todas as opiniões devem ser respeitadas, não que para  isso não devem ser debatidas, só que isso deve ser feito de modo justo para evitar atritos de idéias que possam se evoluir em coisas piores como intrigas e outros problemas de ordem social.
                         

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Dieta da Saúde

            "Como muita salada para ter saúde", essa frase costuma muito ser usada para se referir a uma pessoa saudável, muitos inclusive quando querem emagrecer se usam muito dessa artimanha, modelos mesmo costumam comer em certos casos só isso. Outra coisa que costuma fazer parte das dietas são os produtos ditos light, mais leves, que reduzem taxa de açúcar, gorduras ou outro componente de um alimento.  Mas será mesmo que isso implica em uma alimentação saudável?
               Para se ter uma vida longa bem sabemos que o ideal é comer pouco, de modo moderado, mas deve-se prestar atenção que isso não implica em restringir alimentos e sim controlar o seu consumo. O maior problema que envolve as pessoas quanto a alimentação é que elas não se preocupam com o que comem e quanto comem e, depois do exagero, restringem o que comem. O problema é que nosso corpo possui dependência de muitos nutrientes, cada um numa proporção adequada, até mesmo na quantia de sódio e iodo, nutriente esse que regula o funcionamento da tireoide, e quando se faz uma dieta, muitos, restringindo determinados alimentos ( a ponto de eliminá-los do cardápio), deixam de adquirir por consequência esses nutrientes, assim comer só salada não ajudaria em nada para a saúde, pois se consome pouquíssimo carboidrato, falta proteína e outros sais minerais necessários ao bom funcionamento do corpo que não se encontram em quantia suficiente nesse alimento. o ideal mesmo é enquanto a pessoa ainda estiver saudável cuidar de sua alimentação, de modo que assim poderá ingerir de tudo sem precisar de dieta.
           Outro fato interessante diz respeito ao consumo de produtos light, uma vez que muitos, para consumirem menos calorias preferem esses alimentos em detrimento aos convencionais. O problema que muitos não vêem é que devido ao produto ser light não se preocupam com a quantia que comem, achando que o exagero não faz mal algum, além do fato das pessoas que consomem esses produtos não se sentirem satisfeitas consumindo pequenas parcelas do alimento, na quantia que para os produtos convencionais já seria o suficiente para se sentirem satisfeitas. Isso acaba anulando o efeitos dos alimentos light, como por exemplo, se comparamos cinco a seis bolachas salgadas cream clacker equivalem as calorias de um pão francês, assim como existem casos de que um alimento light, proporcionalmente falando, chega a ter mais calorias do que duas porções do alimento convencional, sendo que o alimento convencional em muitos casos sacia a pessoa com o consumo de porções menores.
                 O melhor mesmo quando se trata de alimentação é, por mais difícil que seja, pensarmos muito mais na necessidade do nosso organismo do que no nosso próprio prazer. Seria como imaginarmos o nosso organismo como uma máquina que precisa do alimento como se este fosse necessário para suster o funcionamento adequado dessa máquina. Se as pessoas pensassem assim, talvez elas vissem a importância do alimento não como uma fonte de puro prazer (algo que acarretaria o gosto excessivo pelo alimento) mas sim como algo importante para manter nosso organismo funcionando e aí não seria necessário nenhuma dieta, pois não há a necessidade de se privar de nenhum alimento, desde que saibamos nos alimentar dele adequadamente, sem exageros.
          

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Minha doce infância

            É tão comum em nossa sociedade casos de crianças ou adolescentes quererem alcançar depressa idades mais avançadas, como os dezoito anos, muitos alegando alcançar mais liberdade, poder decidir por si mesmo, assistir aos filmes que são impróprios para menores de idade, poder viajar sozinho sem a companhia dos pais, ou mesmo sem que deva pedir por escrito a autorização dos pais para isso, além de tirarem carteira de habilitação, poderem morar sozinho, frequentar locais permitidos para de menores, entre outros.
            Isso tudo realmente é bom, mas não devemos esquecer que a infância não pode ser deixada de lado, ela deve ser bem vivida, além do mais, ela ocorre somente em um período da vida, após isso, ela não retorna mais, pois na busca de alcançarem a própria liberdade, adolescentes e crianças esquecem das implicações em responsabilidades. Devemos lembrar que a infância é uma fase maravilhosa da vida, é nela que temos nossos primeiros aprendizados, uma fase de descoberta, de aventura, de imaginar, uma fase em que na cabeça da criança tudo é possível, a brincadeira permite que ela delire. Outro fator importante nessa fase, caso esse que vem se tornando cada vez mais escasso, é o quanto as crianças se exercitam, se movimento, algo que deveria servir de lição para muitos adultos, pois a crianças não é sedentária, ela brinca corre, se diverte livremente e não tem vergonha alguma de se divertir. Outro bom aprendizado para os adultos que vem das crianças é o quanto elas se divertem em grupo e o quanto tão logo esquecem de uma desavença entre elas, uma briga ou confusão que exista entre elas é passageira, momentânea e tão logo voltam a se unir, rir e se divertirem juntas.
            Algo que preocupa muito com a modernidade é o fato das crianças quererem cada ver menos viverem a infância e se tornarem crianças "adultas", deixando de lado aquela inocência que é própria dessa etapa da vida. O tempo avança e cada vez menos a infância é vivida. Muitos fatores contribuem para essa realidade, uma delas é a enorme urbanização que acaba por vezes reduzindo os espaços para que crianças se juntem a outros para brincarem com mais liberdade. O fato do avanço da tecnologia propor outras formas de diversão também ajudam a deixar de lado certos hábitos e até levar ao sedentarismo. A falta de incentivo dos pais ou a forma de criarem de seus filhos, as vezes até impedindo de brincarem para evitar se sujarem ou de sujeitá-los a viverem sempre no espaço doméstico, seja em casas ou apartamentos, ou a vontade exagerada que as crianças tem de se verem fazendo coisas que comumente adultos fazem, e desprezarem atos que fariam na infância. A preocupação com assuntos relacionados a sexo, a vontade de beberem bebidas alcoólicas, frequentarem danceterias e baladas, preocupações em ocuparem quase todo tempo só fazendo cursos e se aperfeiçoando, seja ele de idiomas, esportes, música, aulas, entre outros. Todas essas preocupações são boas, mas não deve jamais substituir a infância, brincar, se divertir, experimentar, descobrir, viver a inocência e a diversão são muito importantes. Faz bem para o aprendizado, fez bem para a saúde, alegra e cria bons hábitos. Além do mais, todo o resto terá um tempo certo para se preocupar, a única coisa que não podemos é perder a oportunidade de sermos crianças.
   
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sábado, 9 de junho de 2012

Ambiente

           Já imaginou o que seria um ambiente: uma sala, uma casa, a biosfera, o meio ambiente. O ambiente é algo que depende de quem o concebe, enquanto para uns o ambiente pode corresponder um espaço bem pequeno, para outros ele pode ser o universo. A verdade é que basicamente o ambiente corresponde ao espaço que vivemos, a partir daí concebemos o nosso meio em que vivemos, daí tiramos a concepção de meio ambiente.
           É como ouvirmos conselhos para preservar o meio ambiente, pois é ele o meio em que vivemos, mas para melhor entender isso, melhor seria conceber o meio ambiente como algo mais reduzido que o grande ecossistema ou a biosfera que nos circunda, melhor seria conceber de início a figura de uma casa, ou ainda um quarto em que nos acomodamos. Se repararmos, dificilmente alguém se sentiria bem ao dormir em um quarto de qualquer maneira, em desordem ou arrumado ao modo que contraria a vontade da pessoa que nele se acomoda. O mesmo poderíamos dizer de uma casa. É lógico que dependendo da maneira que um ambiente é organizado implicações podem vir junto com isso, como uma casa em condições precárias de higiene pode vitimar seus moradores por tuberculose, ou em um acidente, até mesmo por tétano, do mesmo modo uma casa super organizada e muito livre de sujeiras e impurezas pode acarretar a fraqueza na produção de anticorpos pelos seus moradores. De qualquer modo, tratamos esses pequenos ambientes conforme nossos gostos e de modo a nos sentirmos bem nesses espaços.
           É também comum pessoas se preocupar também só com aqueles ambientes em que estão mais frequentemente presentes, uma vez que seriam incapazes de jogar lixo no chão da própria casa e no entanto não haver preocupação alguma em despejar qualquer objeto em outros espaços abertos ao público, como vias, calçadas, terrenos baldios, quintais, parques ou praças, dentre outros. Incapazes seriam de manchar o próprio copo em que usariam para beber água, mas pouco seria a preocupação com mananciais, rios, lagos e lagoas. Achariam uma loucura acender uma fogueira dentro da própria casa, infestando-a de fumaça, misturando-a assim ao ar que respiram, no entanto pensariam uma grande bobeira a preocupação com uma simples fumaça nessa atmosfera tão imensa que envolve a terra. Não jogariam o esgoto em um espaço próprio da casa, mas se limitam a saber aonde ele realmente vai.  Elas concebem a preocupação com a ambiente em que costumam viver, e esquecem que isso também é de certo modo um meio ambiente.
           Se conseguimos enxergar a natureza sobre a Terra como um meio ambiente, por que não enxergamos todos os ambientes em que vivemos como um meio ambiente? E se procuramos tratar bem esses ambientes que mais frequentemente vivemos, como nossa própria casa, por que não tratar bem também esse grande ambiente chamado biosfera? Por que não se preocupar com o ecossistema, com a natureza e com aquilo que está a nossa volta, nos circunda?        

sábado, 19 de maio de 2012

Liberdade x Limitação

             No século XVIII, houve diversos ideais de libertação, nessa época houve a luta e a conquista pela independência nos Estados Unidos, a Revolução Francesa, em que os franceses, em especial a burguesia, queriam o fim daquele regime em que o rei se colocava a frente de todas as decisões no país, com altos impostos e posições privilegiadas na sociedade, além é claro, da tentativa do Brasil por sua independência, tanto na Inconfidência Mineira, quanto na Conjuração Baiana. Em todos esses eventos se buscava uma liberdade, que no fundo era total liberdade, pois na república norte-americana instalada aquela época escravos continuavam sem seus direitos respeitados e nem mesmo as mulheres tinham direito a voto, outro fato era o desprezo a etnia negra, coisa que só foi resolvida tempos depois, participando dessa defesa inclusive Martin Luther King, que lutou pelos ideais dos negros. Já na Revolução Francesa os maiores beneficiados foram os burgueses, e ai se criou a faixa proletária, participando dela pequenos artesões e camponeses. Em nenhuma etapa da revolução houve definitivamente liberdade por parte do povo francês. Os ideais da Inconfidência mineira buscavam benefícios para as classes mais altas da sociedade da época, deixando de lado os interesses de escravos e dos povos mais pobres. mas depois dessas épocas, olhando a atualidade, será que enfim existe a liberdade?
             Em tempos anteriores costumaria-se dizer que o povo não tinha liberdade, escravos estavam sujeitos a colonizadores, o povo ao rei e a igreja, o governo não dava liberdade de expressão, caso comum em diversos países latino-americanos, até pouco tempo atras. Se voltarmos para a atualidade, em muitos países ainda existe essa dominação, como em alguns países asiáticos e africanos. Embora, lembremos esses países, pode-se constatar com facilidade que em qualquer país a liberdade mesmo não existe por completo. Talvez ao lembrarmos de escravidão o mais conveniente seja voltar-se aos regimes autoritaristas, aos processos de colonização, aos trabalhos forçados e uma série mais de eventos, mas o caso é que a escravidão não necessita ser física, bem explicita, visível, inclusive a maior escravidão que vivemos é a ideológica, movidas simplesmente por idéias incutidas na cabeça das pessoas, de modo que elas se sintam realmente livres, muitas vezes nem conseguindo explicar o porque de agirem daquela maneira. Mas é comum enxergarmos a liberdade como boa, mas é lógico que sendo ela ilimitada problemas iram ocorrer.
             Talvez a concepção de liberdade para muitos está atrelado a liberdade do outro, e quando considerado a lei da causa e o efeito essa concepção faça sentido, pois é comum uma ação implicar em outra e por muitas vezes a vontade de um individuo restringir a de outros, caso esse que justifica a liberdade sendo ilimitada não ser boa. limites são importantes, Montesquieu já defendia ser as leis responsáveis por assegurar a liberdade de um povo, um povo em que leis não são vigoradas não é possível ter cidadãos livres. Por outro lado o exagero da restrição impede a liberdade das decisões de um individuo, fato esse justificado pelas concepções ideológicas, por muitas vezes consumistas, interligadas principalmente a mídia.
Portanto, saber entender o papel da liberdade e da limitação em convivência numa sociedade é de total significância para se viver bem, assim como o equilíbrio ecológico em um habitat, em que há uma harmonia dos seres vivos com o meio abiótico.