sábado, 12 de janeiro de 2013

Quem são os Anônimos?

          É muito comum as pessoas imaginarem que anonimos correspondem a pessoas que não são conhecidadas por uma grande sociedade ou que não exerce forte influencia nela a ponto que uma multidão saiba quem é ela e o que ela faz. Isso ocorre do fato de achar que essas pessoas são os que têm a "vida pública".
          A verdade é que se você pesquisar bem a etimologia (origem) da palavra, possivelmente verá que o conceito de anônimo é algo bem mais simples e não se refere a aqueles que não são conhecidos de uma grande população, mas simplesmente a aqueles cuja identificação é omitida, de modo que enquanto alguém faça algo, esse alguém nem se identifique (diga seu nome) e nem oferece oportunidade para que alguém o conheça. A palavra anônimo vem do grego: a significa ideia de negação e nonimo vem de nonimus que é o nome, portanto o anonimo é aquele que nega o nome, omite ele, ou em alguns casos, simplesmente não tem.
          Qualquer um pode se passar por anonimo, como ao escrever uma carta sem a identificação do remetente, ou um autor que escreve uma obra sem se identificar, um artista que mostra sua obra mas não deixa seu nome reconhecido nela ou mesmo quando alguém dita uma frase e ninguém sabe quem a disse. Existem muitos proverbios que são anonimos, assim como existem muitos inventos anonimos, que não se conhecer seu inventor, porque seu dono não foi registrado. O anonimato também trata-se de um recurso frequante na literatura, assim como o pseudoanonimato, conforme a vontade e interesse do autor.
          As vezes o anonimato é usado como um recurso de segurança, principalmente quando alguém faz uma denuncia contra uma pessoa, seja ela sua conhecida ou não, com o objetivo de evitar uma possível retalhação. O anonimato também pode ser usado para se proteger de pessoas aos quais o individuo se sente inseguro, ou para evitar situações constrangedoras, arriscadas e perigosas. O fato de uma pessoa se manter anonima muitas vezes pode ser por razões de timidez ou vergonha, dependendo da pessoa e da situação em que ela se encontra, como em uma tentativa de namoro, na qual uma pessoa envia um presente para chamar atenção da(o) sua(eu) pretendente sem colocar o seu nome no cartão que entrega junto ao presente por medo da reação dela(e).
          É lógico que nem sempre o anonimato é positivo. Quanto uma criança nasce e ela não é registrada, não possui documentos, logo se torna uma anonima da qual estara impedida de fazer muitas coisas, nem sequer pode ser matriculada em uma escola de ensino primário. Além do mais, em diversas situações a pessoa não pode e nem deve omitir sua identificação, sendo em alguns casos até crime. Se uma pessoa omite sua real identidade ela pode cometer a chamada falsidade ideológica, se passando por outra pessoa (por vezes até pessoa que não existe).
          Se todas as pessoas podem ser consideradas cicadãs, tão logo todas possuem expressividade política, tem direitos e deveres. Em geral pessoas costumam conviver umas com as outras. Uma vida pública, trata-se, ao contrária da vida particular, uma vida aberta ao público, ao relacionamento com as demais pessoas, com a política, enfim com os outros. Todos possuem uma vida pública, em maior ou menor grau, dependendo do envolvimento que o ser ter com os individuos a sua volta, como nos ambientes que ele frequenta, com os seus amigos, pessoas de seu ambiente de trabalho, estudo, igreja, vizinhanças, trabalhos sociais e comunidades que participa.
          Portanto, pode-se dizer que o antonimo de anônimo é o nome (nonimus), ou seja, o ato de se identificar a alguém ou a uma situação e que o anonimato é um recurso da qual qualquer pode se utilizar, seja para seu bem ou para cometer fraudes e maleficios (agindo em beneficio próprio).

sábado, 29 de dezembro de 2012

A Culpa da Lei?

        Não é estranho culparmos a fragilidade das leis para tantos erros que vemos acontecer ou criticarmos a corrupção que existe na política. Isso é tão comum, ainda mais quando é mostrado pelos meios de comunicação e muitas vezes vemos que nada é feito. O povo manifesta, o povo se indigna. A corrupção é alarmante, não podemos ficar de braços cruzados, devemos protestar e manifestar nossa indignação. Mas afinal, será que as leis são muito frágeis e mal elaboradas ou no fundo nós não estamos dispostos a cumpri-la, justamente na esperança de alcançarmos sempre vantagens?
        Rousseau costumava afirmar que a essência do homem é boa, ao contrário de Montesquieu, só que no entanto o meio em que ele atua acaba que por corrompê-lo, estragá-lo. Temos muitas vezes a vontade de criticar os atos de corrupção, sem levar em consideração que em nosso meio somos capazes comete-la com a maior naturalidade possível. A ambição e ganância com muita naturalidade pode nos culminar para atos desonestos, simplesmente por uma vontade imensa de levar vantagem, de obter lucro. E muitas vezes nem refletimos o que nós próprios fazemos e tão logo condenamos a outros.
        Criticar é justo, é do direito, no entanto mais importante que a crítica é o exemplo que se dá. É pouco o efeito de uma crítica se o ato que se faz não corresponde a ela, seria como querer que os outros façam aquilo para que para ti é desnecessário. Não adianta falar da inércia da lei, das brechas que ele  tem para disso se favorecer, se no fundo não há preocupação alguma em obedecê-las. Como a lei que diz para não dirigir se beber, pois embora todos saibam da real necessidade dela, é tão normal muitos a ignorarem, ou mesmo pagarem suborno por uma infração cometida no trânsito e pelos guardas que o recebem.
        A nossa corrupção se estabelece não somente em grandes coisas, mas também em pequenos. O simples fato de mentirmos ou omitirmos, enganarmos no peso de alimentos ou nos preços, aplicarmos golpes, chantagearmos ou nos aproveitar da fraqueza de pessoas indefesas. O valor da honestidade perde pouco a pouco seu valor na sociedade, inclusive isso é tão normal que o anormal é a ocorrência dela. Também devemos lembrar que não adianta protestar contra a corrupção da política através de atos de vandalismos e violência, pois agiríamos da mesma forma covarde como age nossos representantes.
        Aristóteles já dizia que a solução de um problema deve sempre iniciar a partir de nós mesmos, só assim poderíamos interferir no bem das pessoas ao nossa redor, como na nossa família. Após atingirmos nossa família teríamos a capacidade de atingir também aos nossos vizinhos e logo atingiremos uma vila. Se em todos as vilas essa prática fosse respeitado, logo um bairro todo seria melhor e com os demais bairros, logo a cidade seria melhor e teria a solução para o seu problema. Antes de criticarmos e condenarmos é imprescindível que ajamos como legítimos cidadãos, de forma ética e exemplar, do modo como realmente queremos que sejamos nossos representantes. Então, lembrem-se que uma boa cidade é formada antes de tudo de bons cidadãos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Soluções ou problemas de Etiqueta?

         Quem nunca viu aqueles jantares elegantes, cheio de talheres esparramados pela mesa, pratos e taças, as luzes das velas, os guardanapos e todos os exuberantes arranjos da mesa. É lógico que isso não ocorre devidamente em todos os lares. normalmente isso se vê em eventos especiais ou para as classes mais elevadas da sociedade. Agora, será que tudo isso é realmente necessário? Abaixo foi elencado alguns pontos:

  1. Segunda a etiqueta, nas refeições costuma-se utilizar uma quantia enorme de talheres, para cada parte da refeição: Entrada, refeição complementar, prato principal e sobremesa (as vezes sopa); usa-se talheres próprios. Imagine a quantia de louça que ajunta para ser lavada, imagine a quantia de água a ser usada ou mesmo energia elétrica consumida em caso de uso de lava-louças. Isso tudo implica em consumo desses recursos, o que ecologicamente falando não é muito conveniente;
  2. Pessoas costumam acompanhar as refeições de bebidas: Água, vinho e espumantes. Pode ser estranho, mas o mais conveniente é não beber nada meia hora antes das refeições, durante as refeições e depois delas, uma vez que nesse período ocorre a digestão dos alimentos consumidos que se encontram em nosso estômago. Se mesmo assim quiser acompanhar com alguma bebida, melhor seria ingerir após a refeição desde que seja quente (café ou chá), uma vez que bebidas quente costumam desintegrar (desunir) o bolo alimentar que chega ao estômago, facilitando a digestão;
  3. Refeições do dia-a-dia normalmente demandam menor tempo e costumam ser realizadas em uma única etapa, sendo em muitas vezes economicamente mais viável. Mais interessante que dividir as refeições em várias etapas, é saber se alimentar adequadamente, sem exageros, se utilizando de todos os alimentos de forma saudável e se servindo realmente daquilo que realmente irá comer. As sombras geram desperdícios e desperdícios não são agradáveis;
  4. A etiqueta se preocupa muito com a posição dos talheres e com as mãos adequadas para manipular cada um deles (o garfo fica na mão esquerda enquanto a faca fica na mão direita), mas sinceramente, mais importante que as posições dos copos, pratos, guardanapos e talheres é usá-los de forma higiênica, agradável e saudável, por mais que inverta a posição dos talheres a serem conduzidos pelas mãos, por mais que use somente o garfo sem a faca ou mesmo se preferir trocá-los por colher de chá;
  5. Uma boa prática que podia ser realizada, que não faz parte da etiqueta, seria ingerir uma laranja após cada refeição ou, se tiver, após a sobremesa, uma vez que a laranja ajuda a desintegrar as moléculas de gordura facilitando a digestão e também uma maçã para ajudar na limpeza dos dentes;
  6. Nunca se esqueça de duas regras elementares, antes de se alimentar lave bem as mãos e após a refeição escovar bem os dentes. Os guardanapos são usados só como auxilio durante as refeições (limpeza das mãos e boca), assim como os palitos de dente, o melhor mesmo seria deixá-los em cima da mesa em local de fácil acesso para uma eventual necessidade;
  7.  Independentemente do que diz a etiqueta, uma boa refeição deve ser feita visando sempre a saúde e higiene, nada de comer muito rápido sem mastigar direito, procure sempre prestar atenção na refeição e  não coma nada além do que realmente é necessário;

domingo, 9 de dezembro de 2012

Estórias de Natal

           Como bem se sabe, o Natal vem se aproximando, e, com ele também as estórias que se conta, as tradições, os costumes e hábitos. É o papai noel, as renas, as arvores natalinas decoradas, grandes e elegantes, cheias com luzes brilhantes e coloridas. Que o Natal é uma data festiva, divertida em que todos se reúnem e ceiam com sorrisos e gentilezas, e depois vem troca de presentes e todos os desejos de felicidades, como em catões natalinos, todos também devem estar se acostumados a isso. Mas no fundo, seria isso mesmo o Natal?
           Qualquer um poderia comemorar essa data como bem quisesse, no entanto, parece que a maioria das pessoas tem a mesma visão. Quanto mais se aproxima o Natal, mais se apressa as correrias, as lojas lotadas, os shoppings cheios, tudo enfeitado, tudo decorado. A imagem do papai noel é clássica, parece até figura obrigatória em uma celebração natalina. Cada um conta sua estória, sejam as renas voadoras, seja o bom velhinho descendo os chaminés das casas. A programação da televisão nessa época sempre incrementa isso, seja por programas seriados, seja pelos filmes, cada um a sua versão.
           A verdade é que muitos seguem esses hábitos por verem a tradição, as vezes pelo impulso, ou por seguirem aquilo que todo mundo segue. Elas vem que o cenário é belo se houver presentes ao pé da árvore enfeitada de natal, e é divertida se complementada com bebidas, muitas vezes de consumo exagerado. A mesa da ceia mesmo, parece que tem que estar repleta, o peru não pode faltar. Tudo por hábito, que muitas vezes não se sabe donde vem. E no fundo, se parar para refletir, tudo acaba por ser influenciado por hábitos consumistas: A pressa de encontrar os presentes para todos da família, por mais que o outro não precise de nada, por preparar a ceia com tudo que deve ter nela, muitas vezes com interferências de superstições, por enfeitar toda a casa, pelo papai noel, entre outros.
           Mas além disso, o Natal é uma festa cristã, e quantos sabem disso? Dentre os símbolos há a vela, e quantos tem o hábito de acender uma simples vela na noite natalina? Há os sinos, a estrela de Belém e os anjos, e quanto conhecem essa história? Quantos preparam o presépio e reparam no que nele é colocado? E afinal, quantos se perguntam o que comemoramos no Natal?
           O que muito se contas são estórias de Natal ao invés de histórias de Natal. Não há mal algum em contar estórias, trata-se de um tradição de um povo conceber as coisas de seu modo, uma cultura popular, lendas e mitos. Mas o que não podemos é  viver um natal apenas de estórias e não de histórias.
         

sábado, 27 de outubro de 2012

Medo ou cautela

          Há quem tema a morte, inclusive muitos, é complicado imaginar como seria se não estivesse mais vivo, fazendo as coisas habituais que sempre são feitas. É indiscutivel que os medos e a insegurança façam parte da realidade das pessoas, como o fato de temer o escuro, a altura, os ambientes fechados, aos animais, as pessoas, entre tantas outras fobias que o ser humano é capaz de ter. Talvez, o mais intrigante seria descobrir o motivo pelo qual tanto temos medo.
          É logico que algo errado gera uma punição, por menor que seja um erro ele sempre gera castigos, que podem ser de menor ou maior proporção. Esse fator faz com que o homem guie as suas condutas, quanto mais ele temer ser castigado mais poderá se distanciar daquilo que gere a ele a punição. O ato de se libertar desse sentimento de medo por certas punições, como fumar por não temer o dano que o fumo fará aos seus pulmões ou combater em uma guerra, mesmo sabendo que poderá não sair vivo dela, faz com que o ser humano crie mais coragem. No entanto, a coragem obsecada deixa o ser iludido, sem refletir seus atos, enquanto o medo o mantem recluso em si, e, essa reclusão o impede de alcançar seus objetivos na vida ou melhor desfrutar dela. Bem sabemos que a morte é o único destino certo, e essa certeza complete boa parte, talvez pequena, de nossas fobias e medos, como o fato de cuidar da alimentação para gerar uma saúde melhor, uma vez que a saúde melhor acarreta menos probremas de saúde e doenças, que inclusive, podem culminar na morte do individuo. Mas muitas vezes o medo ocorre como forma de tentar inibir o sofrimento, como em um casal em que uma das partes sofre ao perder seu(ua) amado(a), uma vez que não era de sua vontade que isso ocorresse e não se imaginaria vivendo sem ela.
             É lógico que dificilmente alguém almeja sofrer, e muitas vezes o que ocorrem é o fato das pessoas imaginarem seu sofrimento em certos atos, como a altura para o acrofabos ao imaginarem que aquilo dá a eles vertigem e risco eminente de dor ou o escuro para quem não o suporta por imaginar que o ambiente se tornar ajustador, inseguro e terrível, mesmo nada disso exitindo. Tem coragem para tudo também não pode ser visto como uma bela virtude, até mesmo porque no fundo haveria o desânimo por aquilo que não foi conquistado, e os atos também poderiam se tornar facilmente refutáveis e inúteis. Sabe-se que no chão existem diversos microorganismos nocivos a saúde, no entanto melhor seria deixar a criança ter o contato com o chão, pois só assim ela desenvolveria os anticorpos do seu corpo, no entanto isso deve ser dosado, não em exagero e a higiene também deve prevalecer. Tomar banho é bom, mais quando em demasia se torna ruim, nosso corpo perde oleosidade e diversas outras células que não precisariamos perder.
             A vida funciona mais ou menos assim, embora a morte seja muito triste, talvez para alguns ela não seja tão ruim quanto pareça. É lógico que isso já envolve a cultura dos povos e a crença das pessoas, como a cultura funebre da antiga civilização egipcia e a forma com que as pessoas, dentro de suas convicções religiosas, tem de ver o há existe após a morte. O conformismo leva as pessoas a se contentarem com a realidade, admitindo as coisas como elas funcionam, como a ordem natural da vida, e, é em certa parte esse conformismo que alivia o peso de nossos medos e inseguranças. Em todo caso sempre devemos agir com cautela, uma vez que dessa forma conseguimos inibir nossos medos agindo de modo ponderado, respeitando os limites, refletindo nossos atos e com isso nos livrando dos castigos e punições que nos podem ser impostas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A vida com parcimônia

          É muito corrente ouvirmos a frase: "viva a vida intensamente" e seguindo esse ditado muitos escolhem fazer tudo tudo que vem a mente, só por diversão, sem pensar nas consequências que uma atitude assumida pode provocar. Pois bem, é claro que em nossa vida devemos fazer tudo para buscar a nossa felicidade, aquilo que nos apraz, mas é necessário ter cuidado, senão certas atitudes, primeiramente inocentes, podem trazer consigo alguns problemas que preferíamos não ter. Com certeza é muito bom fazermos aquilo que gostamos e buscar fazer da nossa vida tudo aquilo que sonhamos, lógico que desde que seja licito e não cause sérios transtornos, afinal, como bem sabemos, todas as fases de nossas vidas são únicas.
          No entanto é necessário, pelo menos de vez em quando, refletir a forma com que se está vivendo e analisar o ritmo com que as coisas andam. Muitas vezes a ânsia por fazer mais e mais atividades, produzir mais e mais, e exagerar em certos gostos pode nos ocasionar certos transtornos, uma vida corrida impede que vejamos e reparemos em pequenos detalhes do dia-a-dia. É comum o povo da cidade, grandes centros urbanos, imaginar o tempo passando muito depressa, enquanto que para o povo do campo o tempo é mais vagaroso, mesmo sabendo que o tempo é o mesmo nos dois casos. Isso se deve ao ritmo com que se praticam as atividades, oras mais ligeiras, corridas e atarefadas, oras mais calmas, reflexivas e detalhadas.
          É bom fazer aquilo que o torna feliz, porém o exagero por aquilo que o torna feliz, assim como por qualquer coisa que pratiquemos, se tornam vícios. Vícios a quem diga que seja bom, as vezes de forma inconsciente, por meio de frases como: "Eu faço bastante isso porque gosto muito disso", "isso é minha paixão", "não posso ficar sem isso ou longe disso", entre outras frases corriqueiras do dia-a-dia, às vezes imaginam até que vícios só se referem ao consumo de álcool e drogas. O caso é que os vícios correspondem a tudo que fazemos em demasia, desde o consumo do açúcar ou sal em excesso até as longas horas dedicadas ao trabalho, estudo, a televisão ou a qualquer outro meio de lazer, tudo que nos leva a situações, de certa forma, de dependência e por vezes nos impede de refletir o que de fato está acontecendo com a nossa vida e como estamos a conduzindo.
          É comum enxergarmos bons hábitos sendo estimulados a serem praticados, como as atividades físicas, o trabalho (o trabalho enobrece o homem), os estudos, a diversão, o lazer, a boa alimentação, o culto a própria cultura, assim por diante. Porém mesmo esses atos devem ser controlados e realizados dentro dos nossos limites, ao ponto que eles nos faça sentirmos bem e não dependentes. O hábito de controlarmos e equilibrarmos a nossa forma de viver, reservando momentos para todas as boas atividades é o que podemos chamar de uma vida parcimoniosa, de modo que podemos aproveitar o máximo dela, tirando o melhor proveito de tudo que fazemos e sempre em busca de momentos felizes, sem estresses, sem depressão, sem irritações e sem orgulhos ou vergonhas.              
         

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ecobola, um jogo ecológico

              Como todos devem saber, hoje, dia 21 de setembro, comemora-se o dia da árvore. E para melhor  prestigiar essa data resolvi postar aqui um dos jogos que brincávamos. Ele envolve bastante os recursos naturais e inclusive a presença das árvores. Por isso, se quiser fazer algo diferente e se tiver esse espaço, se divirta em contato com a natureza seguindo algumas dicas do jogo abaixo:

“Em comemoração a saúde e ao meio ambiente”.
1.    Objetivo:
Defender a bola em condições de jogo, provocando o erro do adversário no controle da posse de bola, dentro de sua área de jogo, sendo necessário para isso que o percurso para conclusão de erro seja completado ou que a bola fique presa no arbusto (moita no funda da área) por mais de 5s.

2.    Área:

A área é de grama e compreende uma superfície de 4m de largura por 8m de comprimento, sendo ela dividida em duas partes, cada uma com 4m de largura por 4m de comprimento, por um portão de madeira preso ao chão, feito com ripas que tenham aproximadamente 5 a 6cm de fresta e com uma altura em relação ao chão de 2,02m (valor estimado aproximado). A área é repartida em:
2.1.        Superfície de jogo:
Trata-se da própria área de jogo estabelecida nas dimensões ditas acima.
2.2.        Linha limitadora da área de jogo:
Trata-se da linha que delimita as extremidades da área de jogo. (ela pode ser de cal, faixas ou um corte diferenciado do gramado).
2.3.        Cubícula:
Trata-se da região compreendida entre a linha limitadora da área de jogo e a colatera (não pertence a área de jogo). Ela fica em até 1m ao redor (em torno) da área de jogo.
2.4.        Colatera:
Uma linha imaginária distante 1m em relação as linhas delimitadoras da área de jogo que serve de referência para a colocação do cepilho.
Obs.: A cubícula e a colatera estão fora da área de jogo.

3.    Recursos:
A bola de borracha deve ter aproximadamente 8cm de diâmetro e é conveniente que ela seja macia ou revestida de um material macio;
Em cada um dos lados da superfície de jogo são postos alguns recursos como:
3.1.        Moita ou arbusto:
Pequeno arbusto no canto superior esquerdo de cada área, sendo ele colocado exatamente em cima da linha delimitada da área de jogo, partindo desde o vértice superior esquerdo até 1m a 1,2m de distância da linha lateral esquerda. A altura da moita fica entre 50cm a 60cm.
3.2.        Palanque ou cepilho:
Colocado a 1m de distância da linha de fundo da área, em cima da colatera, sendo coincidente o início do cepilho com a direção do vértice superior direito e o fim até 1m a 1,2m de distância da direção da linha lateral direita (se traçar uma reta entre o vértice superior direito e o ponto final do cepilho a distância fica entre 1m e 1,562m). A região em que o cepilho é colocado se chama colatera e o diâmetro do palanque deve estar entre 20 e 25cm.
3.3.        Olho d’água:
Seu centro deve estar a 2,4m do portão e a 0,9m da linha lateral esquerda. O olho d’água deve ter entre 80 a 90cm de diâmetro, sendo de formato cônico e na região central a profundidade entre 22 a 27cm.
3.4.        Pedra grande:
Pode ser um seixo ou cascalho com diâmetro de mais ou menos 25 a 30cm. É importante que ela seja recoberta por um material macio, como espuma, que servira para evitar acidentes e machucados (o revestimento não pode anular o efeito da pedra, mas deve proteger o participante de acidentes). Ela deve ficar a 2m do portão e a 1m da linha lateral direita.
3.5.        Árvore de referência:
São árvores ou arbustos de médio porte (pelo menos 1,6m) que se encontrem a uma distância de 30m em relação a linha de fundo de cada lado da área de jogo. A árvore independe da espécie e não pode ser substituída por postes, palanques, pedestais ou quaisquer outros recursos, pois o ecobola trata-se de um jogo ecológico.

4.    Jogadores:
O jogo pode ser realizado em individual (um jogador para cada lado), em dupla (dois jogadores para cada lado) ou em equipe (quatro jogadores para cada lado). É interessante que os jogadores estejam vestidos preferencialmente de camiseta e calção, podendo usar luvas ou faixas enroladas nas mãos para amortecer o impacto da bola. O jogo em equipe pode ter até quatro reservas.

5.    Tempo de jogo:
A duração de uma partida é de 60 minutos (1 hora), dividido em dois tempos de 30 minutos cada, tendo 10 minutos de intervalo entre eles. (Conforme a decisão dos participantes, pode haver 1 ou 2 pedidos de tempo durante a partida para descanso).

6.    Locais de prática:
Este jogo pode ser praticado em parques, praças, áreas verdes ou locais próprios a prática.

7.    Início do jogo:
A posse da bola inicia por sorteio, quem ganha tem o direito de optar ou pela posse da bola ou escolher o lado para sair jogando, caso este seja escolhido, o adversário sai com a posse da bola. O início se dá com um jogador com a posse da bola posicionado imediatamente atrás do cepilho. No segundo tempo, os jogadores invertem o lado e o início passa a ser daquele que não iniciou com a posse da bola no primeiro tempo.

8.    Fundamentos:
Para esse jogo, dependendo do número de participantes, poderão existir os seguintes fundamentos:
8.1.Ataque:
Basicamente se compõe de arremesso partindo com a bola conduzida, podendo o jogador se utilizar de toda a quadra adversária como alvo de seu ataque, inclusive os recursos dentro da área de jogo do oponente ou se apropriando de explorar a defesa adversária. Os ataques também podem ser de cortes (bola rebatida com a mão sem condução possível em jogo de duplas ou de equipes).
8.2.Defesa:
Fundamento mais importante do jogo, pois se trata do objetivo do jogo que é manter o controle da bola dentro da área de jogo. Ela pode ser feita por qualquer parte do corpo, podendo ser encaixada, espalmada ou rebatida. Ela ainda pode ser tanto ativa, até 2m de distância do portão, ou passiva, além dos 2m de distância do portão até a linha limitadora no fundo da área.
8.3.Passes: (somente para jogos em duplas ou equipes)
É permitido até dois toques pela equipe antes de atacar, passando assim de um companheiro a outro de equipe, realizando assim um único passe por posse de bola.
8.4.Conclusão de erro:
Cabe ao jogador notar o erro da condução (sequência) do jogo por parte de seu adversário e completar um percurso de 30m até a árvore de referência, passar por trás dela tocando-a e retornar a sua área completando os mesmos 30m. Toda vez que esse percurso for feito dá-se uma conclusão de erro e vale um erro ao oponente. Isso só é valido caso o adversário não tenho o controle da bola em sua área de jogo. Também há a conclusão de erro caso a bola fique em contato com a moita por mais de 5s, o que caracteriza a bola perdida.
8.5.Recuperação da bola:
Ocorre sempre que se perde o controle da bola em jogo e deseja-se retomá-la para o jogo impedindo que o adversário conclua os erros, o que o prejudica na pontuação. Para esse caso é necessário agilidade e recuperar a bola em jogo o mais rápido possível e estabelecer novamente a sequência de jogo. Sempre que a bola é recuperada é interrompida a conclusão de erro.

9.    Pontuação:
A pontuação ocorre com o erro do adversário no controle da bola dentro da área de jogo, permitindo que seu oponente percorra os 60m (percorrendo o trajeto até a sua árvore de referência, tocando-a e passando por trás dela e retornando a sua área de jogo). Cada vez que isso ocorrer, aquele que perdeu o controle da bola sofre um erro e se isso ocorrer cinco vezes consecutivas ocorrerá a jogada de volúpia, na qual o jogador ao tocar a árvore (na quinta vez) dirá em voz alta “ecobola” e retornara corretamente a seu campo. Esta jogada conta 6 erros (não cumulativos, ao invés de contar o quinto erro conta o sexto) e só ocorrerá de cinco em cinco erros consecutivos. Individualmente se conta como erro os primeiros 30m (uma vez que a área fica livre e oferece vantagem para quem recuperou a bola) e na dupla o equipe apenas os 60m antes de recuperar a bola. Cinco volúpias consecutivas valem 30 erros, e essa jogada e chamado linha de quoto. Ainda existem as vantagens erros, como se fosse meio erro, para casos de erros por infrações. Os erros provenientes de bola perdida ocorrem com o contato da bola na moita por mais de 5s, equivalendo assim a um erro para aquele que permitiu que a bola ficasse na moita em sua área. O primeiro erro por bola perdida acontece com 6s de contato e a partir daí de cada 5 em 5s novo erro é concluído (6s, 11s, 16s, 21s...), sendo assim a volúpia completada com 26s de permanência da bola no arbusto.

10.  Tempo de condução:
Cada jogador, dupla ou equipe tem direito de conduzir a bola por até nove segundos (isso equivale ao tempo até o ataque ser concluído), caso conduza por mais tempo aplica-se uma vantagem erro e perde-se a posse da bola para o adversário.

11.  Substituições:
É conveniente que todos os jogadores estejam cientes de uma substituição que é realizada, sendo avisado assim a todos da substituição e na presença de um árbitro é conveniente avisá-lo sempre que um jogador for substituído. O número de substituições, se previamente avisado, pode ser ilimitado ou combinado previamente entre todos os jogadores.

12.  Espaço Aéreo:
Só é permitido a bola passar por cima do portão, caso contrário é contado como erro direto.

13.  Infrações:
São contados como infrações:
13.1.     Condução por mais de 9s (10s), passível de vantagem erro e perda da posse da bola;
13.2.     Bola arremessada fora da superfície de jogo, penalizada com uma vantagem erro;
13.3.     Bola broqueada: No ecobola não é permitido bloqueia e isso acarreta erro direto para aquele que bloqueou;
13.4.     Retirada de componentes fixos, que são os recursos usados em cada área de jogo conforme item 3, passível de uma vantagem erro por componente;
13.5.     Uma advertência equivale a uma vantagem erro e perda da posse de bola. A partir da segunda advertência conta-se um erro por advertência;
13.6.     Mais de um passe por equipe (equivalente a mais de dois toques por equipe) antes do ataque vale uma vantagem erro e perda da posse de bola;
13.7.     Bola batida no portão vale uma vantagem erro se a bola bater o portão e cair fora da área de jogo do adversário e neste caso também há a perda da posse de bola. Caso a bola bata no portão e seja salva antes de cair no chão segue-se o ataque e continua a contagem do tempo de condução.

14.  Advertência e expulsão (somente se houver arbitragem):
A advertência é representada por um cartão amarelo e ocorre sempre por uma atitude desportiva, excesso de reclamação ou qualquer outra atitude irregular. Quando em equipe, um jogador pode receber até duas advertências, na terceiro recebe um cartão vermelho que representa a expulsão. Nessa situação (equipe) o cartão vermelho pode ser aplicado em qualquer instante, conforme o árbitro ache justo. A primeira expulsão implica na equipe jogar com um jogador a menos e a partir da segunda pode haver uma substituição ( 2 expulsões = 1 substituição, 3 expulsões = 2 substituições...). Na sexta expulsão ocorre o fim do jogo por falta de participantes e neste caso a equipe acometida das expulsões perde a partida. A expulsão não vale vantagem erro nem erro direto. Quando em dupla ou individual não existe cartão vermelho, somente amarelo.

15.  Critério para vencer:
Cometer o menor número de erros possíveis, mantendo sempre a sequência da bola em jogo e levando o adversário ao maior número de erros.

Obs.: O jogo serve para relacionar a brincadeira com a valorização dos recursos naturais que temos e do meio ambiente, como as árvores, a água, plantas e pedras. A pontuação contará erros e não acertos, assim aquele que tiver a pontuação maior terá mais erros e, consecutivamente, perderá o jogo.