quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A Lei e a Moral

          Que as leis são necessárias para garantir a harmonia na convivência em sociedade ninguém pode negar. Montesquieu mesmo defendia que a liberdade do ser humano provinha das leis. No entanto o que se deve perguntar é se seguir leis é agir de modo moral?
          Embora a primeira vista tenhamos a dimensão de que a moral sempre está atrelada a lei, quando de fato se reflete profundamente sobre esse assunto, ao investigar as leis não seria muito compricado ao imaginar que elas podem sim ultrapassar as dimensões morais. Sabemos que devemos seguir as leis, pois o seu não seguimento leva a punições. Além do mais, o que se espera é que as leis existam para defender o direito dos cidadões e imputar nele deveres que devam ser seguidos para manter a boa vivência em sociedade, atingido pontos econômicos, políticos, sociais e ambientais. O problema é que por vezes o seguimento das leis podem ser utilizado de modo que não atinja a um efeito moral. Assim algo pode ser legal mas não moral.
          Moral pode ser vista como um conjunto de regras que visa a harmonia da vida de um cidadão de modo que ele possa, por meio de um juízo de valores, discernir o que é certo daquilo que é errado, alcançando assim o conceito daquilo que é bom e daquilo que é mau. Há diversas situações legais, orientadas dentro das leis, que merecem reflexão de seu juízo moral (aqui citarei apeas alguns). Um exemplo são os atendimentos preferenciais em caixa de bancos, que lógicamente são legais, o problema é que ele pode passar a perder a moralidade quando uma pessoa (no caso de preferência a pessoas com crianças de colo), sabendo que poderá ganhar uma preferência no atendimento, simplesmente empresta a criança de um conhecido ou parente, ou ainda, quando pessoas mais jovens se apropriam de uma pessoa idosa para conduzir um veículo para conseguir uma vaga de estacionamento preferencial com a intenção unica de beneficiar a eles, sem de fato ter proveito a pessoa idosa. Outros exemplos ocorrem quando leis são criadas simplesmente para beneficiar a uma pequena parcela da população ou grupo interessado. Em todos os casos se pode dizer que as situações são legais, no entanto será que se pode dizer que elas são morais?
          É lógico que leis são necessárias, mas mais interessante que simplesmente seguir uma lei e agir de modo legal é ter o consentimento sobre ela e buscar viver nela também aquilo que dentro de coerentes juízos de valores façam com que ela se torne também moral, isso depende tanto de quem cria e estipula as leis quanto daqueles que dela se apropriam e a seguem.
           

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Aprendendo com as crises

             Em geral uma crise sempre traz um aspecto desanimador: reduz empregos, renda, consumo, diminui a rotatividade da economia e força as pessoas a economizarem. Logo surgem problemas financeiros, as despesas devem ser cortadas e cortes no orçamento obrigam a interromper algumas atividades, a comprar menos e mudar alguns hábitos de vida.
             Diante de tantos contratempos é de se esperar que uma crise não seja bom para ninguém, nem mesmo para o município, Estado ou Nação, já que tmb´m tende a reduzir a cotribuição dos impostos. No entanto, é justamente no meio das crises que algumas problemas se tornam visíveis e até, obrigatoriamente, solucionados. Um dos grandes exemplos é o próprio ato de economizar. É justamente no momento de crise em que preços sobem que as pessoas conseguem enxergar a necessidade da economia, algo que muitas vezes vai além do simples interesse financeiro, passando a ser visto pelo fato da escassez. Economizar água ajuda a criar hábitos de consumo consciente e poupá-la para que seu uso seja prolongado ao longo dos anos e mantendo mais cuidado no trato de seu uso. Além dela, outro fato interessante é a economia de energia, que também envolve a àgua e outros assuntos de ordem ambiental. E por falar em assuntos ambientais, o desacelaramento do consumo está provocando nas pessoas, mesmo que de forma forçada, a prática mais constante dos 3Rs, pois para economizar, elas se preocupam mais em consertar aquilo que elas têm ao invés de comprar novos, ou seja, a prática do reproveitar, algo que reduz os descarte de produtos que se tornaram mais lixos a serem depositados em aterros ou em incineradoras. Lembrando que a geração de lixo gera impactos ambientais com a contaminação e empobrecimento de solos e nas incineradoras também a poluição do ar. Outra ato interessante é o reaproveitamento, pordutos que perdem certa serventia acabam sendo utilizados para outras funções.
             Outro fator interessante também acaba envolvendo a saúde, uma vez que as pessoas passam a consumir somente aquilo que elas veem como essecial e acabando cortando os produtos apetitosos, mas que não têm relevância para a saúde, e consumindo alimentos em porções mais moderadas. Além do mais, se o combustivel está mais caro, se possível, não custa nada investir na bicicleta, fator que interfere na mobilidade urbana, reduz a poluição sonora e do ar, diminui congestionamentos e de quebra ainda contribui como um exercício para a saúde. Mais um aspecto interessante é a busca pela criatividade, como costumam dizer: é em tempos de crises que mentes brilhantes se sobressaem, pois para driblar a crise, surge a necessidade de inovar e criar métodos e maneiras para superá-la, e é por aí que surgem grandes e boas idéias.
             Por pior que seja uma crise, olhar se olhar de um modo diferente é possível para enxergar coisas boas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Progresso pelos Problemas

              O ser humano é um ser incompleto, isto é o que aprendemos na Filosofia. Realmente, o ser humano é um ser que nunca se completa, dificilmente se dá por contente, sempre visa evoluir mais e mais, se tem algo pretende sempre alcançar algo melhor, se exerce uma função, pretende sempre evoluir, crescer, buscar mais e mais. Este anseio humano pelo crescimento, pela busca do melhor, por evoluir sua vida profissional, familiar, financeira e em muitos outros aspectos gera nele frustrações, que no fundo são ocasionadas por problemas. No fundo, o ser humano que visa evoluir sua vida gera problemas dos quais não tinha só para ver seu próprio crescimento. Mas e se os problemas não existissem?
              Talvez se preguntássemos às pessoas se gostam de ter problemas certamente o que se espera é uma resposta unânime: Não. De fato, o ser humano no geral não gosta dos problemas, pois isto gera nele frustração, além do mais, o grande fim humano, como já ensinava Aristóteles, grande filosofo grego da antiguidade, é a felicidade e justamente os problemas são empecilhos neste caminho para a busca dela. No entanto, quando paramos para pensar em todo o processo histórico, se torna difícil imaginar a evolução humana sem nos deparamos com os problemas. Isto porque com o surgimento dos problemas o ser humano se viu obrigado a procurar soluções para superá-los, ou melhor, se livrar deles.
              De fato viver sem problemas nos traz a comodidades e facilidades, além do mais traz segurança e harmonia necessária para a busca da sonhada felicidade, no entanto, quando não há problemas para se incomodar certamente o ser humano tende a se acomodar e este acomodamento não é condizente ao sentimento de incompleto, pois sempre que se visa a evolução surges os problemas. Além do mais, criar problemas ou pensar neles é o que incentivará a busca por novas soluções. Assim é parte do empreendedorismo e inovação, enxergar os problemas e procurar as suas soluções.
              Portanto, os problemas fazem parte da alavanca da evolução da humanidade, pois é por meio deles que o ser humano se vê estimulado a busca de soluções, soluções estas que o levam a inovação e criação de novos métodos, técnicas e caminhos para construir aquilo que o levará a felicidade. Um fracasso pode ser visto com uma derrota ou como uma experiência e conhecimento daquilo que deve ser aprimorado. E assim a vida vai evoluindo, com o surgimento de problemas e com a necessidade de solucioná-los.                    

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Valor da Ética

          Quanto vale um bom trabalho? Quanto pode se lucrar por uma obra? Por vezes paramos e percebemos que honestamente é difícil ter um lucro tão alto rapidamente, pois são contas, impostos, muito trabalho e esforço, tempo e dedicação, além é claro da concorrência. Com tudo isso não se torna absurdo entender o porquê de tanta falcatrua no jeito de arranjar vantagens e facilidades na vida, o que culmina em um enriquecimento quase que imediato.
          Quando analisamos a situação real do nosso país, o Brasil, é o que se vê. Ganhar vantagens no fundo é o que todos almejam, a diferença é que para alguns, a sensação do levar vantagem é tão intensa e imediata que por fim acaba por se submeter a qualquer situação, mesmo que ela não seja legal. O que por vezes existe no sentimento humano é que se há como lucrar em algo por que não fazê- lo, por mais haja a consciência de que princípios podem ser facilmente quebrados. Outro fator peculiar que se alia a tal prática decorre do fato de que atos podem se tornar, mesmo que incoerentes, simplesmente normais quando se estabelece a noção de uma suposta atitude coletiva, como imaginar a mesma história que diz que se todos fazem que mal há em fazer.
          Agir de modo correto, em um nível ideal de coerência ética, costuma se adequar a um sentimento de grande esforço, implicando em sacrifícios e sujeito a fracassos, além do mais, os resultados são enxergados de modo inferiorizados a curto prazo ou com o risco de que isso aconteça. Tudo isso ajuda a contribuir para aquilo que conhecemos popularmente como o "Mundo dos espertos". No fundo a pessoa poderia se perguntar: O esforço compensa? Será que vale a pena? Tanto esforço e trabalho? Para responder a essas questões, poderia-se ajuntar dois grupos de pessoas: As que se corrompem e as que cultivam valores éticos.
          Para o primeiro grupo de pessoas o que se espera é que as respostas as questões levantadas sejam negativas, pois no fundo o caminho é abreviado e facilitado por meios que agregam a vantagens imediatas de modo bem mais facilitado, ou seja, não se despende tanto esforço se é possível obter privilégios de modo bem mais seguro. Já se uma pessoa age de modo ético a resposta às questões certamente dependeram dela, pois sem angariar vantagens ilegais, tudo se volta às suas habilidades e anseios, ela se responsabiliza pelo seu planejamento e se submete àquilo que sobre ele incorrer. Neste caso não dá para dizer se é ou o quanto é compensador o esforço, a unica coisa que se sabe é que a moral não pode ser subtraída e certamente vantagens serão conseguidas com um grau maior de esforço sem os caminhos abreviados por falcatruas e corrupções.
          Ser ético ou não depende de cada cidadão. A ética de uma região: Município, Estado ou Nação depende de seus cidadãos (políticos também são cidadãos). De fato, só é compreensível discursar sobre o valor da ética quando houver a consciência pelas partes envolvidas de dela se apropriar.                
                       
       

terça-feira, 5 de maio de 2015

Diversão com parcimônia

             A semana costuma sempre ser muito corrida: Trabalho, estudo, trânsito, cuidar da casa, cuidar da família e um montão de problemas para resolver. São contas para pagar, filas de banco para frequentar, lotação do transporte público e tantas outras tarefas que se misturam e envolvem naturalmente o dia a dia. Quando chega o fim de semana, nada melhor do que se divertir, não é mesmo? Aí entra outra questão: Como se divertir?
             A primeira coisa a ter em mente é que uma diversão deve refletir em entretenimento, em alegria, em bem estar. Portanto, não adianta nada querer se divertir se no fundo tudo acaba se transformando em conflito, confusão, exageros e problemas. Assim, ir a um estádio de futebol e assistir a uma bela partida, torcer pelo seu time é algo muito bom, mas o melhor é não ser tão fanático a ponto de gerar brigas, confusões e sofrimentos em demasia só por causa do resultado final da partida. Do mesmo jeito, ao sair a noite a um bar ou balada, ou ainda a qualquer outro lugar o melhor é ter controle de si enquanto estiver no local, sem desrespeitar aos outros, sem exageros na bebida, ou mesmo, sem abusar no trânsito se acaso beber, afinal diversão não combina com imprudência e irresponsabilidade.
             Quanto a televisão, ela pode ser até um bom entretenimento, por ela se pode assistir filmes, programas de TV, jogar vídeo-game, assistir vídeos e DVD's, inclusive de músicas. Mas o que não se deve esquecer é também de buscar as atividades dinâmicas, os passeios, os exercícios físicos, os parques, afinal de contas, não adianta muito cultivar a vida sedentária. Outros cuidados são com os ambientes que são frequentados, quanto a praia, nunca esquecer o protetor solar, que inclusive é para ser usado em qualquer lugar exposto ao sol, e não abusar ao entrar no mar, pois o ideal é sempre buscar lugares seguros, que tenham salva-vidas próximos e de preferência o onde a correnteza não seja muito forte.
             Quanto se frequenta lugares públicos ou festas à noite o ideal é sempre cuidar com as aglomerações e sempre ficar longe dos conflitos, tumultos e confusões e é lógico, ao sair com de menores cuidar com o ambiente em que sai com eles. Outro grande desatino que acontece nas festas de fim de semana é o exagero da comilância, é muitas vezes acompanhado de uma fraca alimentação no ponto de vista nutricional. Para depois não sentir a culpa e ter que procurar em seguida uma academia o melhor é controlar a alimentação nessas festas.
             Outra coisa interessante, principalmente em baladas e festas noturnas é cuidar com as relações sexuais, pois sempre há uma chance muito grave de contração de DSTs ou mesmo de gravidez indesejada. Sem contar que uma noite animada não precisa estar acompanhada de abusos sexuais, exagero com bebidas alcoólicas e mesmo uso de drogas.
             O lazer é muito bom e útil, pois é por meio dele que a pessoa se distrai, alivia o estresse e a tensão do dia-a-dia e permite a pessoa que aproveite as coisas boas de sua cidade e região onde mora, mas se não houver parcimônia, ao invés do lazer se tornar uma distração ele acaba perdendo essa capacidade e se tornando um problema maior ainda.    

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O preço da liberdade

               Às vezes, as pessoas acham que o poder aquisitivo pode deixar as pessoas mais livres de modo a ter acesso a muitas comodidades, tecnologias, gostos, viagens,  iguarias. O que se imagina é que quando uma pessoa é rica ou milionária ela pode facilmente comprar um imóvel onde quiser, pode escolher a melhor cidade ou bairro, se quer na praia, nas montanhas ou fazendas de vastos hectares,isto sem contar nos carros luxuosos, jatos particulares, festas badaladas e eventos elegantes. Enfim parece que tudo que quiserem está logo à mão, ao alcance.
               Quando se analisa profundamente essa situação, o que se vê não parece retratar definitivamente essa realidade, pois em geral, quanto mais as pessoas tem a intenção é que mais elas procuram proteger o que tem, proteção essa que acaba privando ela de certos contatos e acabe gerando mecanismos e métodos que de certa forma a aprisionam a aquilo que tem. Isto lógico que é reflexo de um sentimento de insegurança, assim quanto mais se tem mais se procura os meios de proteção, como muros altos, cercas elétricas, portões trancados, alarmes, os diversos seguros, segurança armada e assim por diante, até mesmo contato com algumas pessoas no dia a dia se torna questão de perigo.
               De fato, isso por vezes não se reflete a proteção de bens materiais, mas também no convívio entre os cidadãos. Quando as pessoas vivem trancadas em suas casas, ou mesmo, em diversos casos cercadas por seguranças, há a criação de um meio que isola o contato delas com os demais indivíduos, e muitas vezes isso vai além do isolamento com aqueles que para ela representem situação de risco. Assim, não seria nada absurdo imaginar que para elas alguns ambientes não se tornam atrativos e por vezes são vistos como locais de agravo. Além do mais, quando se prende aos pensamentos da sociedade, certos hábitos podem facilmente ser vistos com desprezo, algo que se torna vexatório e ridicularizado.
               Conseguir muito dinheiro e muitos bens dentro da sociedade de convívio pode facilmente levar o indivíduo ao sentimento de medo e insegurança, devido a caso de assaltos, sequestros, furtos, latrocínio, entre outros. Outro caso podem acontecer pelos hábitos adotados pela sociedade, a preocupação com o que a sociedade pensa também interfere em suas decisões e assim as torna limitadas. De qualquer modo, a aquisição de bens e daquilo que se idealiza para uma boa vida é muito bom, mas sempre haverá um preço a ser pago.

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domingo, 1 de março de 2015

Resumo Carnaval: Festa Cristã ou Pagã


        
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            Segundo a história, o Carnaval é uma festa de origem grega realizada em meados dos anos 600 a 520 a.C. para agradecer aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. A festa passou a ser incorporada pela Igreja Católica por volta do ano 590 d.C. regida pelo ano lunar do Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado como o “adeus à carne” ou do latim “carne vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Era costume durante o Carnaval os festejos populares, cada cidade brincando aos seus modos com suas tradições. Essa festa antecede o período da Quaresma, iniciada na Quarta-feira de Cinzas, período ao qual o povo cristão costuma praticar jejuns e abstinência de carne. Além do mais, ao cristão o período da Quaresma é um período mais reflexivo, de conversão, práticas de penitências e de acolhimento à família, fazendo, portanto que o Carnaval como uma “festa de despedida” antes de transitar para a Quaresma.
            No Carnaval moderno foram acrescentados desfiles e fantasias, produto da sociedade vitoriana do século XIX. Paris é o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Atualmente há uma diversidade de costumes e tradições para comemorar essa festa em vários cantos do mundo.
            O Carnaval é uma festa para se divertir e se alegrar, mas nunca se deve esquecer-se do bom senso e cometer abusos, portanto, se divirta à vontade, mas sempre com moderação.