sábado, 20 de fevereiro de 2016

A Causa Seria Boa se a Intenção Não Fosse Má

              É fato que muitas coisas que existem em nosso meio é visto como condenável, pois quando se analisa os efeitos tão logo se percebe o mal que se esconde por trás daquilo. É lógico que falar sobre macanha, cocaína, cassino, cartas, bebidas alcoólicas, jogos vistos coo de azar, entre tantos outros assuntos polêmicos não remete a bons conselhos e instruções positivas a respeito deles. No entanto, isto são coisas que exisem e quando se reflete profundamente sobre elas será que toda a sua essência continua maléfica?
              A maconha é extraída a partir da papoula, e seu nome científico se chama cannabis sativa. A flor é bela e encantadora e certamente poderia ser utilizada para enfeitar belos jardins. Pesquisas médicas até alertaram sobre os benificios que pode ser extraído da planta, inclusive um dos assuntos que repercutiu na ANVISA foi a liberação da substância química canabidiol. De fato, se seu consumo como meio medicinal fosse feito com doses controladas e sempre respeitando uma receita médica, ela certamente não representaria um grande problema. Da mesma forma a folha da coca poderia ser utilizada de forma benéfica, principalmente em regiões afetadas pela elevada altitude. No entanto, da papoula o homem aprendeu a extrair a maconha e da folha de coca a cocaína e assim ambas se tornaram vilãs, muito devido ao seu mal uso, com doses extremamente elevadas e descontroladas causando a dependência fisica e psiquica com muita facilidade e assim ao invés de beneficiar somente prejudica a saúde do corpo. A cocaína mesmo, que é pruduzida pela planta como um inseticida natural para se proteger do ataque de pragas, é extraída da folha de coca que passa por um complexo processo químico de refino. O problema passa a se tornar maior quando o ser humano passa a se apropiar da dependência que ela cria como um negócio altamente lucrativo, sem nenhuma importância com a saúde de quem se torna seu cliente neste ilícito negóio.
              Jogos que aparentemente seria visto como uma simples distração ou brincadeira de entretenimento, como roleta, bingo ou cartas também se tornam péssimas causas quando o ser humano os utiliza de modo irresponsável, compulsório e desordenado, sempre pautados na ânsia descontrolada do ganho rápido, o que se torna vício facilmente. Outros locais de diversão se tornam péssimos quando as pessoas possuem comportamentos inadequados, como a ocorrência de brigas, discussões, vandalismos e outros atos que culminam em violência.
              É visto que as bebidas alcóolicas também são causas de grandes problemas, não somente ao organismo de quem a consome cem excesso mas também quando ela passa a ser relacionada ao trânsito, uma vez que bebida e direção não é uma combinação nada interessante, pois além de colocar a vida da pessoa embriagada em risco atinja a outras vidas, por vezes inocentes. Lógico que as bebidas alcóolicas se consumidas em doses moderadas não afetam negativamente a pessoa, pelo contrário, podem até ajudar em alguns aspectos, como é o caso do vinho, que uma taça por dia ajuda no bom funcionamento do coração.
              De fato, as coisas que existem é que se veem como prejudiciais se deve muito a culpa da própria maléfica intenção humana, de seus exageros, de busca por prazeres instantâneos e irresponsáveis e até mesmo pelo aproveitamento diante de uma situação que trará excelentes vantagens a si mesmo e prejuizos incalculáveis aos outros.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Arte de Ler


           Um dos principais meios de alcançar o aprendizado sem sombra de dúvida se dá pela leitura, pois é por meio dela que sugamos, ou melhor, temos acesso a todo o conteúdo que nós é transmitido. Mas a leitura nem sempre é vista como uma companheira, para muitos ela se torna entediante e monótoma ou revela a preguiça ou impaciência das pessoas por cultivar bons hábitos de leitura. Certamente a leitura trata-se de um bom hábito que se refletido profundamente, pode revelar personalidades, qualidades e defeitos de quem dela se apropria, ou melhor, nem se apropria.
           Para os amantes da leitura o primeiro cuidado a se ter é saber o que se pretende com ela. Assim como muitos podem procurá-la por prazer, por gosto e se encantar com estórias e a arte literária, outros podem a buscar como meio de pesquisa, informação, extrair argumentos e pontos de vista, entender o que acontece em seu meio e como pessoas em geral reagem sobre determinados assuntos. Também é muito comum estudantes a utilizarem principalmente para alcançar bons argumentos e fontes capazes de gerar um pré-conhecimento ou conhecimento crítico sobre determinado assunto que será capaz de formular neles argumentos mais sólidos na criação de textos técnicos, dissertativos e argumentativos, ou mesmo aprimorar seu meio de persuasão e retórica.
           A leitura se torna interessante no descobrimento de coisas novas, de novos aprendizados, no auxílio a compreender novas culturas e idiomas. Atualmente, os maiores meios que tomam o tempo de leitura das pessoas são as mensagens instantâneas, principalmente das redes sociais, além do mais, outros meios acabam por gerar maior comodidade as pessoas, como os filmes, vídeos, novelas e músicas, o que simplesmente faz com que as ouçam e vejam diretamente a estória que está se passando, sem dispender tanto do seu esforço por lê-la e interpretá-la. Mensagens instantâneas em geral são curtas e a informação principal que se pretendem passar é bem objetiva e direta, de modo a encurtar o tempo dedicado a sua compreensão. É visto que muitos aprimoram uma técnica chamada de leitura dinâmica, ao qual um texto é lido resumidamente em pouco tempo e a pessoa consegue uma boa compreensão do que é lido. 
           De qualquer modo, um bom leitor deve saber apreciar uma boa leitura, fazer com que ela se torna interessante e divertida, reter dela tudo o que há de melhor para o aprimoramento pessoal e por fim torná-la um bom hábito.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O Mundo Doente

         Em diversos séculos e épocas a humanidade foi marcada por desagravos como pestes e doenças, foi assim na Idade Média com a peste negra que devastou cerca de um terço da população européia, no século XIX a tuberculose foi vista como uma grande ameaça e no século passado o advento de novas doenças atormentou a  humanidade, como o vírus da AIDS por exemplo. Segundo cientistas e especialistas, o século XXI tenderá a ser marcado como o século da depressão. Diante disso, o que resta é perguntar quais as explicações para isso?
         Quando se para para analisar as pessoas no mundo atual, umas das percepções que se pode fazer é que há uma facilidade enorme de estabelecer contato imediato e instantâneo entre indivíduos, mesmo que há uma distância considerável, muito mais rápido do que por cartas ou correspondências. Outro fator interessante é que está bem mais fácil estabelecer contatos bem mais amplos, uma vez que redes sociais possibilitam uma criação de redes de contato por oras ampla. É comum também ver a grande necessidades que as pessoas em geral tendem a compartilhar fatos e realizações da sua vida com todo o leque de amigos que têm a disposição e em alguns casos, dependendo do fato, exista, em colaboração com os meios midiáticos, uma extrapolação dessa informação de modo que ela não se restrinja unicamente a redes de contatos da pessoa de interesse, mas atinja também um grupo ilimitado de indivíduos, muitos dos quais não são nem de convivência e nem de interesse para a pessoa que compartilha sua realização. Talvez nunca antes pudemos analisar e enxergar tão claramente a necessidade de carência afetiva a qual passa boa parte da humanidade, fazendo com que ela não compartilhe simplesmente uma simples mensagem ou uma informação de elevado interesse, mas também a necessidade de ser ouvida, de ser vista, de poder expor seus problemas, suas alegrias, suas tristezas e praticamente tudo que vive, de querer receber conselhos, palavras de ajuda e consolo. Para comprovar isso basta verificar nas redes sociais. A vida humana,com os efeitos da globalização, evolução dos meios de comunicação, acesso imediato a dados e informação promovidos pela grande rede virtual chamada internet e toda expansão e evolução da tecnologia, nunca antes se tornou tão exposta como agora e esta exposição contribuir em parte para permite ao ser humano expor aquilo que há dentro de si, não somente a alegria mas também suas amarguras.
         Atrelado a essa necessidade humana de carência vem também a exposição da sua fragilidade, o que a torna mais vulnerável a certas práticas. Falar sobre bullyng no século XXI é bem mais normal do que falar do mesmo assunto no século anterior. Não são somente atitudes agressivas e altamente excludentes que atingem e afetam o comportamento humano, mas simples termos e "brincadeiras" são suficientes para que a pessoa se sinta ofendida. Diante disso, até mesmo o senso de humor existente nas relações humanas deve ser reavaliado e novas concepções devem ser criadas simplesmente como respostas a substituir termos considerados ofensivos capazes de estimular um mal-estar no outro. É lógico que a vontade descabida que alguns têm de atingir e assediar moralmente a outros também, por vezes pela vontade de chamarem a atenção, se torna um fator de agravo.
         A falta de sentido da vida e mesmo a falta de planejamentos e objetivos sempre representou um alicerce da depressão, e de fato não deixa de ser, o caso é que quanto mais se atinge suas realizações e menos se vê sentido do que viver após isso aumenta e muito a falta de vontade sobre a vida. Ver e ficar exposto frequentemente com problemas, principalmente com os criados pela "vida moderna", cira sensações latentes de desconforto, preocupações, lamúrias, melancolias e por fim até depressões. O ambiente também pode ser um fator que contribui para esse problema, até mesmo porque não é saudável passar anos e anos exposto a poluições sonoras, visuais, olfativas (maus odores causados por poluição principalmente do ar), congestionamentos, correrias, entre outras.
         Especialistas também indicam que boas soluções para situações de estresse e depressão são atividades físicas, algo  que boa parte da população mundial menospreza (a taxa de sedentarismo no mundo é bem elevada). A depressão também pode solucionada com um bom convívio humano e do humano com a natureza, o problema é que a vida urbana limita a pessoa a espaços confinados, como apartamentos, cada vez mais reduzidos, e uma vivência mais solitária. A própria vontade humana de não planejar a própria vida e viver em uma completa libertinagem faz com que regras e limites sejam ignorados, como se tudo fosse normal e toda atitude impensada ou leva ao arrependimento e mudança de vida ou infelizmente a temida depressão.
         Juntando a grande carência afetiva exposta com a fragilidade humana e a vontade descabida de ofender aos outros de modo banal (sem necessidade) acrescido dos problemas da vida moderna, a falta de sentido e objetivo de sua própria, aos cuidados da própria saúde e do ambiente proporcionado a sua volta se têm o padrão de vida que proporciona o grande mal do século previsto pelos especialistas. Assim o mundo se torna doente pelos seus próprios sentimentos, uma doença psíquica chamada depressão.
  
              

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Mundo Evolui com o Tempo

         
Imagem disponível em oglobo.globo.com.

           Ainda ontem muitas pessoas mencionavam a volta de Marty McFly e o Doc Brown da trilogia "De Volta para o Futuro", eles viajaram da data de 26 de outubro de 1985 para o dia 21 de outubro de 2015 e na visão do filme muitas foram as previsões de mudança ao longo de 30 anos, muitas das quais foram acertadas e outras ainda não alcançadas, pelo menos não do modo em que o filme relatava. Em geral, a ideia que se tem, pelo menos a primeira vista, é que tudo evolua e melhore com o passar do tempo, de modo que atividades e necessidades se tornem mais práticas, instantâneas, precisas, flexíveis e facilitadas. Mas se analisarmos a passagem do tempo da década de 80 do século passado para o nosso tempo atual será que de fato as coisas melhoraram?
           Se analisarmos as tradições familiares de antes para as de agora já se nota uma boa mudança, principalmente no que diz respeito a união familiar. O fato de vivermos em uma sociedade cujos tempos atuais são sempre corridos, com muito empenho para estudos, trabalhos, viagens, negócios, entre outros, quase não há tempo de reunir todo a família ao redor da mesa durante uma refeição para discutir e conversar sobre os acontecimentos do dia ou da semana e assim até mesmo a dedicação por entender o que se passa na vida de cada membro da família se torna mais dificultada. Além do mais, atualmente os casos de divórcio são maiores e o número de filhos vivendo de modo alternado no convívio entre pai e mãe também é maior. São maiores ainda as famílias com padrastos e madrastas, filhos adotivos, mães e pais solteiros. Enquanto isso a uma tendencia a redução do número de filhos por casal, em geral um ou dois, chegando a no máximo três, sendo que antigamente famílias com mais filhos era bem mais comum. Já a educação se tornou em geral mais branda e "democrática". Os moldes da educação no passado eram mais voltados a alta disciplina, com maior rigorosidade e na punição de faltas cometidas pelos estudantes. Quem de antes não conheceu a tal da "palmatória"? Se pararmos para pensar talvez imaginemos que agora o sistema de educação é melhor, a grosso modo, mas quando se aprofunda na questão deveríamos perguntar a nós mesmos, será que em tempos atuais é algo simples ser professor? Será que os métodos atuais ainda mantém a disciplinaridade dos estudantes? Será que a motivação e o interesse pelos estudos ainda são mantidos? quando se olha os anos 80 em nosso país se nota os primeiros esforços para aumentar a taxa de alfabetização em nosso país por meio de políticas de alfabetização e também a estruturação do currículo escolar e a educação brasileira ainda continua sendo um desafio, sem contar na que a grande liberdade atual pode por vezes ser confundida com a libertinagem.
           Quanto aos hábitos saudáveis, mesmo com o avanço da medicina, parece que houve uma regressão, pois a taxa de obesidade e sedentarismo aumentaram ao longo desses últimos 30 anos. A alimentação das pessoas na década de 80 era mais saudável, baseada em vegetais, frutas e cereais. Atualmente cresceu muito o consumo de alimentos industrializados e frituras, além de alimentos mais gordurosos, processados artificialmente e açucarados. A tecnologia e a comodidade dos meios de transportes também contribuem para aumentar a taxa de sedentarismo. A vida tinha um regime mais lento, menos corrida, o que proporciona as pessoas dormirem melhor e em momentos ideais (dormir cedo e acordar cedo), algo que atualmente é bem desregulado e por vezes reduzido. Já a preocupação atual é bem mais fluente que em tempos anteriores, até mesmo pelas necessidades ambientes atuais que nosso planeta passa, como escassez da água, poluição do ar, a preocupação com novas fontes de energia, mais limpas e renováveis, uma vez que há a preocupação com o esgotamento do petróleo e outros recursos não-renováveis.
           Quanto a tecnologia e os meios de comunicação é sem dúvida que o avanço foi expressivo, até mesmo pelo advento dos famosos Smartfonestabletes e celulares, Nas televisões os tubos e cinescópios deram espaços as telas planas e surgiram também com as televisões inteligentes capazes de dividir a tela em diversas emissoras e acessar internet e redes sociais. As imagens em 3D também ganharam muito destaque. Enfim, tendências de moda, séries de televisão, filmes, musicas, a cultura em geral passou por uma grande mudança e de certa forma o comportamento humano também. A liberdade de expressão é um direito do ser humano, o maior problema é quando esse direito se volta àquilo que não é prazeroso, como incentivo a violência, cenas de sexo explicito, vida desregrada, libertinagem, uso de termos chulos e ofensivos, e aí que deve estar o maior cuidado.
           Saber se a vida melhorou em relação ao passado exige certa reflexão, pontos podem ter melhorados assim como piorados, isso depende da maneira correta que vivemos nossa vida. Saber que o mundo evolui com o passar do tempo é fato, o que nos resta responder é a seguinte questão: O mundo progrediu ou regrediu com o tempo?
           

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A Lei e a Moral

          Que as leis são necessárias para garantir a harmonia na convivência em sociedade ninguém pode negar. Montesquieu mesmo defendia que a liberdade do ser humano provinha das leis. No entanto o que se deve perguntar é se seguir leis é agir de modo moral?
          Embora a primeira vista tenhamos a dimensão de que a moral sempre está atrelada a lei, quando de fato se reflete profundamente sobre esse assunto, ao investigar as leis não seria muito compricado ao imaginar que elas podem sim ultrapassar as dimensões morais. Sabemos que devemos seguir as leis, pois o seu não seguimento leva a punições. Além do mais, o que se espera é que as leis existam para defender o direito dos cidadões e imputar nele deveres que devam ser seguidos para manter a boa vivência em sociedade, atingido pontos econômicos, políticos, sociais e ambientais. O problema é que por vezes o seguimento das leis podem ser utilizado de modo que não atinja a um efeito moral. Assim algo pode ser legal mas não moral.
          Moral pode ser vista como um conjunto de regras que visa a harmonia da vida de um cidadão de modo que ele possa, por meio de um juízo de valores, discernir o que é certo daquilo que é errado, alcançando assim o conceito daquilo que é bom e daquilo que é mau. Há diversas situações legais, orientadas dentro das leis, que merecem reflexão de seu juízo moral (aqui citarei apeas alguns). Um exemplo são os atendimentos preferenciais em caixa de bancos, que lógicamente são legais, o problema é que ele pode passar a perder a moralidade quando uma pessoa (no caso de preferência a pessoas com crianças de colo), sabendo que poderá ganhar uma preferência no atendimento, simplesmente empresta a criança de um conhecido ou parente, ou ainda, quando pessoas mais jovens se apropriam de uma pessoa idosa para conduzir um veículo para conseguir uma vaga de estacionamento preferencial com a intenção unica de beneficiar a eles, sem de fato ter proveito a pessoa idosa. Outros exemplos ocorrem quando leis são criadas simplesmente para beneficiar a uma pequena parcela da população ou grupo interessado. Em todos os casos se pode dizer que as situações são legais, no entanto será que se pode dizer que elas são morais?
          É lógico que leis são necessárias, mas mais interessante que simplesmente seguir uma lei e agir de modo legal é ter o consentimento sobre ela e buscar viver nela também aquilo que dentro de coerentes juízos de valores façam com que ela se torne também moral, isso depende tanto de quem cria e estipula as leis quanto daqueles que dela se apropriam e a seguem.
           

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Aprendendo com as crises

             Em geral uma crise sempre traz um aspecto desanimador: reduz empregos, renda, consumo, diminui a rotatividade da economia e força as pessoas a economizarem. Logo surgem problemas financeiros, as despesas devem ser cortadas e cortes no orçamento obrigam a interromper algumas atividades, a comprar menos e mudar alguns hábitos de vida.
             Diante de tantos contratempos é de se esperar que uma crise não seja bom para ninguém, nem mesmo para o município, Estado ou Nação, já que tmb´m tende a reduzir a cotribuição dos impostos. No entanto, é justamente no meio das crises que algumas problemas se tornam visíveis e até, obrigatoriamente, solucionados. Um dos grandes exemplos é o próprio ato de economizar. É justamente no momento de crise em que preços sobem que as pessoas conseguem enxergar a necessidade da economia, algo que muitas vezes vai além do simples interesse financeiro, passando a ser visto pelo fato da escassez. Economizar água ajuda a criar hábitos de consumo consciente e poupá-la para que seu uso seja prolongado ao longo dos anos e mantendo mais cuidado no trato de seu uso. Além dela, outro fato interessante é a economia de energia, que também envolve a àgua e outros assuntos de ordem ambiental. E por falar em assuntos ambientais, o desacelaramento do consumo está provocando nas pessoas, mesmo que de forma forçada, a prática mais constante dos 3Rs, pois para economizar, elas se preocupam mais em consertar aquilo que elas têm ao invés de comprar novos, ou seja, a prática do reproveitar, algo que reduz os descarte de produtos que se tornaram mais lixos a serem depositados em aterros ou em incineradoras. Lembrando que a geração de lixo gera impactos ambientais com a contaminação e empobrecimento de solos e nas incineradoras também a poluição do ar. Outra ato interessante é o reaproveitamento, pordutos que perdem certa serventia acabam sendo utilizados para outras funções.
             Outro fator interessante também acaba envolvendo a saúde, uma vez que as pessoas passam a consumir somente aquilo que elas veem como essecial e acabando cortando os produtos apetitosos, mas que não têm relevância para a saúde, e consumindo alimentos em porções mais moderadas. Além do mais, se o combustivel está mais caro, se possível, não custa nada investir na bicicleta, fator que interfere na mobilidade urbana, reduz a poluição sonora e do ar, diminui congestionamentos e de quebra ainda contribui como um exercício para a saúde. Mais um aspecto interessante é a busca pela criatividade, como costumam dizer: é em tempos de crises que mentes brilhantes se sobressaem, pois para driblar a crise, surge a necessidade de inovar e criar métodos e maneiras para superá-la, e é por aí que surgem grandes e boas idéias.
             Por pior que seja uma crise, olhar se olhar de um modo diferente é possível para enxergar coisas boas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Progresso pelos Problemas

              O ser humano é um ser incompleto, isto é o que aprendemos na Filosofia. Realmente, o ser humano é um ser que nunca se completa, dificilmente se dá por contente, sempre visa evoluir mais e mais, se tem algo pretende sempre alcançar algo melhor, se exerce uma função, pretende sempre evoluir, crescer, buscar mais e mais. Este anseio humano pelo crescimento, pela busca do melhor, por evoluir sua vida profissional, familiar, financeira e em muitos outros aspectos gera nele frustrações, que no fundo são ocasionadas por problemas. No fundo, o ser humano que visa evoluir sua vida gera problemas dos quais não tinha só para ver seu próprio crescimento. Mas e se os problemas não existissem?
              Talvez se preguntássemos às pessoas se gostam de ter problemas certamente o que se espera é uma resposta unânime: Não. De fato, o ser humano no geral não gosta dos problemas, pois isto gera nele frustração, além do mais, o grande fim humano, como já ensinava Aristóteles, grande filosofo grego da antiguidade, é a felicidade e justamente os problemas são empecilhos neste caminho para a busca dela. No entanto, quando paramos para pensar em todo o processo histórico, se torna difícil imaginar a evolução humana sem nos deparamos com os problemas. Isto porque com o surgimento dos problemas o ser humano se viu obrigado a procurar soluções para superá-los, ou melhor, se livrar deles.
              De fato viver sem problemas nos traz a comodidades e facilidades, além do mais traz segurança e harmonia necessária para a busca da sonhada felicidade, no entanto, quando não há problemas para se incomodar certamente o ser humano tende a se acomodar e este acomodamento não é condizente ao sentimento de incompleto, pois sempre que se visa a evolução surges os problemas. Além do mais, criar problemas ou pensar neles é o que incentivará a busca por novas soluções. Assim é parte do empreendedorismo e inovação, enxergar os problemas e procurar as suas soluções.
              Portanto, os problemas fazem parte da alavanca da evolução da humanidade, pois é por meio deles que o ser humano se vê estimulado a busca de soluções, soluções estas que o levam a inovação e criação de novos métodos, técnicas e caminhos para construir aquilo que o levará a felicidade. Um fracasso pode ser visto com uma derrota ou como uma experiência e conhecimento daquilo que deve ser aprimorado. E assim a vida vai evoluindo, com o surgimento de problemas e com a necessidade de solucioná-los.