Vivemos a era digital, a era das comodidades e facilidades. Com o advento da internet qualquer tema e qualquer assunto que se queira pesquisar e estudar está ao alcance rápido e cômodo de qualquer um. No entanto, essa comodidade pode fazer com que bons livros sejam deixados de lado só ajuntando poeira, mesmo sendo ele rico em conteúdo.
De fato a facilidade de obter um resultado instantâneo para alguma dúvida ou tarefa que precisa ser executada leva à comodidade e evita muito dispêndio de tempo e esforço. E quando se vive na pressa e correria do dia-a-dia isso ganha ainda mais importância. Para que gastar tempo procurando o significado das palavras no dicionário, acompanhando a ordem alfabética de cada palavra uma a uma? Ou ter que procurar o tema e conteúdo folhando índices e sumários de livros e passando página à página entre os dedos? Ou ainda ter que interpretar textos escritos em diversas laudas para no fim resumir em algumas poucas, senão em linhas, tudo aquilo que se pretende alcançar? Certamente tudo isso consome tempo e esforço. E umas das maiores desculpas para não ler bons livros é justamente a falta de tempo.
O tempo e esforço costuma não ser um empecilho somente ao exercício da leitura, mas também da prática de atividades físicas e de exercícios que requerem maiores esforços físicos. A comodidade e a simplificação de tarefas e atividades deixam as pessoas menos propensas aos esforços e atividades mais trabalhosas, cujo resultado muitas vezes não é tão imediato. O "imediatismo" e a "simplificação de tarefas" no entanto pode ser um risco sério. Assim como os sedentários prejudicam sua saúda pela ausência de esforços físicos necessários a realização de atividades físicas, também a falta de critérios e seleção de fontes de leitura devido a abdicação de esforços e simplicidade de processos de pesquisa prejudica a capacidade de reflexão e confiabilidade da geração de conhecimentos. O processo de "mastigação do conhecimento" se torna tão claro que a capacidade de interpretação e reflexão sobre o tema abordado ou a fonte pesquisada se torna praticamente obsoleta, e o conhecimento se torna restrito ou alienado, além de não haver ou ser muito reduzido o esforço intelectual.
Ir a uma biblioteca, realizar um trabalho de pesquisa a diversos livros, adquirir hábitos de leitura, ler artigos, discorrer sobre eles, todas essas são atividades de exigem tempo e esforço, mas que no entanto ajudam a adquirir conhecimento, cultura, bons hábitos, expansão de vocabulário, capacidade reflexiva e também fundamentar melhor opiniões, sem que elas venham "mastigadas", ou seja, prontas. É lógico que isto não é um processo rápido e dispende tempo e esforço, mas pode ser incentivado aos poucos, assim como as atividades físicas para um sedentário.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Mobilidade Urbana
Vivemos em um mundo cada vez mais preocupado com a questão ambiental e com problemas referentes a mobilidade de pessoas de um local ao outro, seja dentro da própria cidade ou de uma cidade a outra. Pensando nisso, há uma lista de benefícios que ganha uma cidade e seus cidadãos ao investir em ciclovias e ao estímulo do uso de transportes não motorizado, como por exemplo a bicicleta. Muitos países no mundo já adotam essa prática e abaixo estão elencados alguns benefícios:
1 - Ocupação de espaço: bicicletas ocupam bem menos espaço que veículos motorizados, isto pode desafogar o tráfego em vias de alta circulação de veículos;
2 - Preocupação ambiental: bicicletas, ao contrário de veículos motorizados, não queimam combustível para o seu funcionamento, o que evita a emissão de poluentes e gases que saem pelo escapamento, contribuindo assim para um ar mais puro e agradável, sem contar que não agrava o efeito estufa;
3 - Poluição sonora: bicicletas são silenciosas, diferentes dos veículos motorizados que geram ruídos e contribuem para a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades;
4 - Solução econômica: Manutenção de ciclovias são bem mais viáveis economicamente se comparado a vias públicas como ruas, estradas, viadutos, entre outros. Além do mais, veículos não motorizados geram bem menos custos tanto na aquisição como na manutenção;
5 - Opção saudável: pedalar é um ótimo exercício físico, além de livrar as pessoas do sedentarismo, ainda contribui positivamente para o bem estar do cidadão;
6 - Economia de tempo: sim, em alguns casos bicicletas podem representar economia de tempo, pois as frotas de veículos estão muito elevadas gerando muito congestionamento, principalmente nas grandes cidades, sendo assim elas, com o uso de ciclovias, ajudariam e muito a reduzir esses congestionamentos e reduzir tempo;
7 - Estacionamentos reduzidos: em países europeus é comum encontrar bicicletários em vários cantos das cidades. Talvez essa também fosse uma boa solução para as cidades, já que atualmente o número de carros estacionados nas ruas, principalmente nas regiões centrais, é bem elevado. Com o uso de bicicletários o espaço para estacionar um carro poderia estacionar umas quatro ou cinco bicicletas, lógico que para isso a educação e o respeito da população deve ser estimulado.
Que tal essas idéias?
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
O Custo do Efêmero
Moda! O que mais chama a atenção é certamente aquilo que está no auge em determinada época, aquilo que em inglês se chama de "fads". Quanto maior o pico da moda, maior a procura e certamente maiores serão os custos de uma aquisição. No entanto, a aquisição não precisa necessariamente ser de um produto, mas também de um serviço (produto intangível). O fato é que o uso de um serviço é efêmero, dura alguns instantes, algumas horas e nesses casos o efêmero pode ter custos bem elevados.
Muitos poderiam se perguntar, quanto vale passar uma hora assistindo uma apresentação musical de uma banda conhecida? Ou a final de um campeonato nacional ou mundial do que quer que seja? Ou ainda assistir uma peça teatral ou circense? Ou investir em um produto em alta no mercado, que chama a atenção a vontade de consumo compulsória simplesmente para seguir as tendências que outros seguem? Enfim, quando se procura por algo, mais o que é procurado se torna valorizado. O que se pode refletir disso tudo é que o que é intangível, não palpável e instantâneo possuí serventia quanto ao uso somente por alguns instantes, seja como forma de entretenimento, prazer ou estética e que quanto mais se procura por essas efemeridades maiores são os custos atribuídos a elas por conta da tal tendência da moda.
Certamente uma baixa procura torna um serviço mais viável do ponto de vista financeiro, no entanto, mesmo que aquilo que está em alta custe bem mais que o local e mais simples, por exemplo para o entretenimento, a procura ainda assim tenderá àquilo que faz o sucesso do instante. De fato a moda é efêmera, pode durar de alguns meses a alguns anos e para que ela não fique ultrapassada ela precisa sempre ser inovada e reinventada.
Algo impressionante é que a procura por algum produto e serviço é muito visado no exato momento em que ele está no auge do sucesso, sendo que tão logo este momento acabe a procura se torna menor, o custo reduz, mas essa redução não se torna atrativa ante a outro produto e serviço da moda cujo valor é bem mais custoso.
Enfim, o efêmero é caro e a razão disto é a procura, a procura aumenta devido a moda e a razão disso tudo é unicamente o público. Portanto, alguns segundos de prazer pode custar muito mais do que se pode adquirir para ser usado por dias, meses e até anos.
Muitos poderiam se perguntar, quanto vale passar uma hora assistindo uma apresentação musical de uma banda conhecida? Ou a final de um campeonato nacional ou mundial do que quer que seja? Ou ainda assistir uma peça teatral ou circense? Ou investir em um produto em alta no mercado, que chama a atenção a vontade de consumo compulsória simplesmente para seguir as tendências que outros seguem? Enfim, quando se procura por algo, mais o que é procurado se torna valorizado. O que se pode refletir disso tudo é que o que é intangível, não palpável e instantâneo possuí serventia quanto ao uso somente por alguns instantes, seja como forma de entretenimento, prazer ou estética e que quanto mais se procura por essas efemeridades maiores são os custos atribuídos a elas por conta da tal tendência da moda.
Certamente uma baixa procura torna um serviço mais viável do ponto de vista financeiro, no entanto, mesmo que aquilo que está em alta custe bem mais que o local e mais simples, por exemplo para o entretenimento, a procura ainda assim tenderá àquilo que faz o sucesso do instante. De fato a moda é efêmera, pode durar de alguns meses a alguns anos e para que ela não fique ultrapassada ela precisa sempre ser inovada e reinventada.
Algo impressionante é que a procura por algum produto e serviço é muito visado no exato momento em que ele está no auge do sucesso, sendo que tão logo este momento acabe a procura se torna menor, o custo reduz, mas essa redução não se torna atrativa ante a outro produto e serviço da moda cujo valor é bem mais custoso.
Enfim, o efêmero é caro e a razão disto é a procura, a procura aumenta devido a moda e a razão disso tudo é unicamente o público. Portanto, alguns segundos de prazer pode custar muito mais do que se pode adquirir para ser usado por dias, meses e até anos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Argumentos e opiniões
Opiniões não valem como argumentos ou será que vale?
Em geral, argumentos necessitam uma fundamentação teórica embasada em conhecimentos pré-definidos ou estudos realizados anterioriormente, sejam estes por meio de levantamentos estatísticos ou pelo método da observação (método empírico utilizado pela ciência como meio de validação de fatos). No entanto, isto não significa necessariamente que argumentos não sejam falhos, até mesmo porque muitos argumentos podem partir de hipóteses que podem ser rebaixadas por meio de outros argumentos que se utilizam de métodos científicos. Mas será que argumentos podem prover de opiniões?
Certamente achismos são de longe vistos desinteressadamente por textos técnicos e formais, bem como teses e dissertações, porém no dia a dia a avaliação das pessoas sobre quaisquer temas que entrem em discussão não se prende a dados científicos ou constatações, o conhecimento por muitas vezes é visto como algo subjetivo e não objetivo. A subjetividadde por vezes se atrela a própria realidade que a pessoa que emite um juízo de valor convive ou mesmo em sua experiência própria de vida. Um grande problemas das opiniões é que não é díficil de descontruí-las com base em raciocínios lógicos uma vez que seu emissor pode, o que facilmente ocorre, cometer certas contradições ou não conseguir defender aquilo que apóia quando é indagado ou pressionado sobre o tema debatido.
Quando se acredita na ciência e a utiliza como fonte de argumentação o que se espera é que o seu método possua validade e principalmente aceitação e é lógico que isso torna a defesa de um ponto de vista mais confortável. Entretanto o que acontece muitas vezes é que temas, principalmentes os mais polêmicos, não são respondidos definitivamente pela ciência, pois ela não define uma verdade absoluta, embora ela tente encontrar uma melhor colocação para cada tema que seja abordado. Também pode acontecer de pessoas, ao debater determinado assunto, se colocar na posição de especialista e trazer de certa forma a verdade para si como se aquilo que ele entende, procurar observar e estudar, fosse a solução definitiva de um problema, porém as circunstâncias podem não reproduzir aquilo que era o esperado.
Temas que trabalham com questões sociais não devem ser simplesmente debatidas se elas também não forem observadas e analisadas a partir de fatos, da realidade e do resultado de suas decisões, pois assim opiniões jamais construiriam argumentos. Um bom método de argumentação deveria pautar não só a fundamentação da teoria de um assunto (sua justificativa) mas também um método apropriado e uma reflexão aprofundada dos resultados de um ponto de vista, ou seja, nas consequências, sem que para isso haja um desprezo às circunstâncias (contextos).
Em suma, opiniões são muito mais frequentes do que argumentos. Além disso, o conhecimento objetivo não precisa a todo instante se sobrepor ao conhecimento subjetivo, até mesmo porque as pessoas são diferentes não só em suas opiniões, mas também em todo seu contexto, seja ele cultural, histórico, social, de fenotipo, de dons e habilidades, entre outros. No fundo esta diferença é relevante e não só pode como deve ser constrututiva.
Quando se acredita na ciência e a utiliza como fonte de argumentação o que se espera é que o seu método possua validade e principalmente aceitação e é lógico que isso torna a defesa de um ponto de vista mais confortável. Entretanto o que acontece muitas vezes é que temas, principalmentes os mais polêmicos, não são respondidos definitivamente pela ciência, pois ela não define uma verdade absoluta, embora ela tente encontrar uma melhor colocação para cada tema que seja abordado. Também pode acontecer de pessoas, ao debater determinado assunto, se colocar na posição de especialista e trazer de certa forma a verdade para si como se aquilo que ele entende, procurar observar e estudar, fosse a solução definitiva de um problema, porém as circunstâncias podem não reproduzir aquilo que era o esperado.
Temas que trabalham com questões sociais não devem ser simplesmente debatidas se elas também não forem observadas e analisadas a partir de fatos, da realidade e do resultado de suas decisões, pois assim opiniões jamais construiriam argumentos. Um bom método de argumentação deveria pautar não só a fundamentação da teoria de um assunto (sua justificativa) mas também um método apropriado e uma reflexão aprofundada dos resultados de um ponto de vista, ou seja, nas consequências, sem que para isso haja um desprezo às circunstâncias (contextos).
Em suma, opiniões são muito mais frequentes do que argumentos. Além disso, o conhecimento objetivo não precisa a todo instante se sobrepor ao conhecimento subjetivo, até mesmo porque as pessoas são diferentes não só em suas opiniões, mas também em todo seu contexto, seja ele cultural, histórico, social, de fenotipo, de dons e habilidades, entre outros. No fundo esta diferença é relevante e não só pode como deve ser constrututiva.
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Realidade
O que de fato é realidade? O que podemos conceber como real? O termo certamente diz respeito àquilo que existe, que pode ser concebido ou de alguma forma pode ser provada a sua existência. Desta forma, poderia se dizer que o que é real é verdadeiro, uma vez que a realidade é o que existe. Mas se verdades precisam ser provadas para serem verdades, como provar a veracidade de uma realidade?
Vamos fazer algumas proposições: A realidade é provada pelos sentidos. Assim, se vejo algo, então algo existe; se escuto algo, aquilo também é real. Se posso tocar em seres ou elementos, então também posso conceber sua existência. Odores, gases, essências, aromas podem emitir substâncias reconhecidas pelo olfato, e se as reconheço é porque elas são verdadeiras, assim como o sabor do alimento também. Entretanto, só vemos aquilo que é concreto, e nossos olhos são limitados a enxergar dimensões, distâncias e faixas de ondas eletromagnéticas, por exemplo. Objetos de dimensões muito pequenas, só podem ser enxergadas por meio de equipamentos (microscópios) e se foram forem muitos distantes ocorre o mesmo (telescópio), mas mesmo que não o enxergamos, por não portar tais equipamentos, eles não deixam de existir. Podemos não enxergar o ar, não senti-lo ou mesmo não ouvir nenhum som que ele emita, mesmo assim sabemos que ele existe porque o respiramos o tempo todo. Já o gás metano provenientes de processos de combustão podem ser não visível, não possuí cheiro e quando o respiramos nem percebemos que estamos o inalando (inclusive ele pode levar um indivíduo até a morte) e no entanto ele existe. Então provar a realidade pelos sentidos pode não ser uma boa opção.
A realidade é provada por informações. As informações trazem as verdades, as pessoas contam e expõe a verdade, existem testemunhas, as verdades são testemunhadas, elas podem escritas, registradas, publicadas, editoriadas, repassadas. De fato as informações poderiam ser uma excelente prova da realidade, isso se não houvesse manipulações, mentiras, especulações, tendências, ocultações e até mesmo criação de aparências para maquiar certas realidades. Até mesmo criação de perfis falsos em redes sociais são possíveis, assim como matérias sensacionalistas e atrativas, que só servem para chamar a atenção. Isso sem contar os mitos, os saberes de cultura popular e senso comum.
A realidade é o que é científico ou observável. Este talvez fosse o melhor método para se chegar a verdade. O problema é que mesmo o meio científico é formado por inúmeros pressupostos, de modo que muitas verdades ainda seguem incompreensíveis e não se tem uma razão estabelecida para dizer se é ou não verdade, como a existência de vida de seres microscópicos em Marte. Atualmente a ciência diz não haver, mas de fato isto não é ainda uma verdade consumada. Além do mais, há muitas perguntas aparentemente simples cujas respostas não são tão óbvias como parece, como o fato de observarmos uma estrela, por mais que a vemos isto não nos dá certeza de que ela ainda realmente exista, uma vez que vemos a sua luz que viajou a distâncias enormes ao longo de muitos anos.
A verdade é investigada pelas causas. O problema neste caso é o tempo e esforço para investigar todas as causas, o que pode levar a validade de uma causa ser ultrapassada. Sem contar que as crenças não podem ser comprovadas e ainda assim elas existem. Enfim, cada um pode ser enxergar a realidade como a compreender, mas provar o que de fato ela é não é um processo simples.
Vamos fazer algumas proposições: A realidade é provada pelos sentidos. Assim, se vejo algo, então algo existe; se escuto algo, aquilo também é real. Se posso tocar em seres ou elementos, então também posso conceber sua existência. Odores, gases, essências, aromas podem emitir substâncias reconhecidas pelo olfato, e se as reconheço é porque elas são verdadeiras, assim como o sabor do alimento também. Entretanto, só vemos aquilo que é concreto, e nossos olhos são limitados a enxergar dimensões, distâncias e faixas de ondas eletromagnéticas, por exemplo. Objetos de dimensões muito pequenas, só podem ser enxergadas por meio de equipamentos (microscópios) e se foram forem muitos distantes ocorre o mesmo (telescópio), mas mesmo que não o enxergamos, por não portar tais equipamentos, eles não deixam de existir. Podemos não enxergar o ar, não senti-lo ou mesmo não ouvir nenhum som que ele emita, mesmo assim sabemos que ele existe porque o respiramos o tempo todo. Já o gás metano provenientes de processos de combustão podem ser não visível, não possuí cheiro e quando o respiramos nem percebemos que estamos o inalando (inclusive ele pode levar um indivíduo até a morte) e no entanto ele existe. Então provar a realidade pelos sentidos pode não ser uma boa opção.
A realidade é provada por informações. As informações trazem as verdades, as pessoas contam e expõe a verdade, existem testemunhas, as verdades são testemunhadas, elas podem escritas, registradas, publicadas, editoriadas, repassadas. De fato as informações poderiam ser uma excelente prova da realidade, isso se não houvesse manipulações, mentiras, especulações, tendências, ocultações e até mesmo criação de aparências para maquiar certas realidades. Até mesmo criação de perfis falsos em redes sociais são possíveis, assim como matérias sensacionalistas e atrativas, que só servem para chamar a atenção. Isso sem contar os mitos, os saberes de cultura popular e senso comum.
A realidade é o que é científico ou observável. Este talvez fosse o melhor método para se chegar a verdade. O problema é que mesmo o meio científico é formado por inúmeros pressupostos, de modo que muitas verdades ainda seguem incompreensíveis e não se tem uma razão estabelecida para dizer se é ou não verdade, como a existência de vida de seres microscópicos em Marte. Atualmente a ciência diz não haver, mas de fato isto não é ainda uma verdade consumada. Além do mais, há muitas perguntas aparentemente simples cujas respostas não são tão óbvias como parece, como o fato de observarmos uma estrela, por mais que a vemos isto não nos dá certeza de que ela ainda realmente exista, uma vez que vemos a sua luz que viajou a distâncias enormes ao longo de muitos anos.
A verdade é investigada pelas causas. O problema neste caso é o tempo e esforço para investigar todas as causas, o que pode levar a validade de uma causa ser ultrapassada. Sem contar que as crenças não podem ser comprovadas e ainda assim elas existem. Enfim, cada um pode ser enxergar a realidade como a compreender, mas provar o que de fato ela é não é um processo simples.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
A Vida Pertence aos Corojosos
Algo muito comum é a frase é "a vida pertence aos corojosos", de modo que aos covardes ela não tem vez. No fundo este pensamento reflete que todo aquele que não age com coragem diante dos acontecimentos de sua vida sejam sempre vistos como covardes e que portanto nunca chegarão a lugar algum.
Certamente ter medo de viver a vida e simplesmente se opor ou desistir de tomar uma decisão ou suportar uma adversidade de fato não levará a pessoa a lugar algum, no entanto simplesmente se dizer corajoso, ou mostrar valentia diante de algo de modo insolente e imprudente também não seria de grande serventia. A verdade é que a frase tanto mencionada não reflete uma realidade condizente, até mesmo porque as coisas quando impensadas e impulsivas não repercutem em bons resultados. Deste modo, o ideal seria a frase: a vida pertence aos prudentes.
Deste a antiguidade Aristóteles já alertava que as grandes virtudes da vida estavam na capacidade de moderar características evitando seus vícios. O imprudente pode ter coragem, inclusive até muita coragem, mas ela não lhe servirá se não souber a usar. Uma pessoa prudente jamais esquece os riscos aos quais suas medidas estão submetidas e desta forma seu sentimento de medo, ou temor, servirá de certo modo para a proteger, uma vez que o receio causará nela um cuidado maior.
Em suma, a vida é planejar, se necessário ter paciência e saber esperar. Não se pode desanimar das coisas ou temer a tudo que estiver por vir. Também pouco ajuda querer achar solução para tudo em livros de auto-ajudas ou frases e mensagens prontas, o que se deve fazer é pensar cada dia no que é preciso fazer, mensurá-lo e ver se aquilo de fato é o melhor a ser feito, afinal o que todos buscam é um palavra em comum: felicidade.
Certamente ter medo de viver a vida e simplesmente se opor ou desistir de tomar uma decisão ou suportar uma adversidade de fato não levará a pessoa a lugar algum, no entanto simplesmente se dizer corajoso, ou mostrar valentia diante de algo de modo insolente e imprudente também não seria de grande serventia. A verdade é que a frase tanto mencionada não reflete uma realidade condizente, até mesmo porque as coisas quando impensadas e impulsivas não repercutem em bons resultados. Deste modo, o ideal seria a frase: a vida pertence aos prudentes.
Deste a antiguidade Aristóteles já alertava que as grandes virtudes da vida estavam na capacidade de moderar características evitando seus vícios. O imprudente pode ter coragem, inclusive até muita coragem, mas ela não lhe servirá se não souber a usar. Uma pessoa prudente jamais esquece os riscos aos quais suas medidas estão submetidas e desta forma seu sentimento de medo, ou temor, servirá de certo modo para a proteger, uma vez que o receio causará nela um cuidado maior.
Em suma, a vida é planejar, se necessário ter paciência e saber esperar. Não se pode desanimar das coisas ou temer a tudo que estiver por vir. Também pouco ajuda querer achar solução para tudo em livros de auto-ajudas ou frases e mensagens prontas, o que se deve fazer é pensar cada dia no que é preciso fazer, mensurá-lo e ver se aquilo de fato é o melhor a ser feito, afinal o que todos buscam é um palavra em comum: felicidade.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Companhia, minha companhia!
As pessoas não são ilhas, diz o ditado. Em geral pessoas não gostam de estar só e ficarem isoladas, por isto muitas vezes uma visita se torna muito agradável. O mais comum é visitar próprios parentes, uma vez que são próximos e de conhecimento. No entanto muitas visitas ou companhias são apenas motivos para negócios, vantagens, acordos, planos, uma visita produtiva ou de favor. Ainda há aqueles que não se propõe a prática, seja por hábito, repulsa ou cultura.
Mesmo que pessoas não sejam ilhas, há quem diga que ficar um instante só também seja bom, retirar um instante exclusivo para si e refletir sobre a vida. É certo que em geral pessoal teme a solidão, ser solitário é algo desapontador. O temor de certa forma faz com que nos aproximamos mais uns dos outros e montamos atividades em grupos e equipes, como passeios, viagens, lazeres, rodas de amizade.
Um dos melhores meios de mantermos sempre a companhia de boas pessoas ou mesmo abrir-se a novas amizades certamente são as visitas. Há visitas visitas que façam muito bem principalmente aos seus visitantes, como hospitais, lares de enfermos, asilos, orfanatos, projetos de ONGs. Há ainda pessoas que viajam a diversos cantos do mundo a visitar lugares distantes só para levar um pouquinho da sua presença e com ela sua ternura, carinho, amor e ajuda.
Visitas que façam o bem não precisam sem longas, demoradas e distantes. Visitas próximas ajudam e muito, vizinhos com bom relacionamento sempre são bem cooperativos e solidários. Visitas a famílias carentes podem entregar coisas boas mesmo que não sejam materiais, como sorrisos e calorosas conversas.
Seja qual for o motivo, interesse ou distração, conhecer mais as pessoas, cultivar bons relacionamentos e boas companhias é que torna as pessoas menos ilhas e mais pontes.
Mesmo que pessoas não sejam ilhas, há quem diga que ficar um instante só também seja bom, retirar um instante exclusivo para si e refletir sobre a vida. É certo que em geral pessoal teme a solidão, ser solitário é algo desapontador. O temor de certa forma faz com que nos aproximamos mais uns dos outros e montamos atividades em grupos e equipes, como passeios, viagens, lazeres, rodas de amizade.
Um dos melhores meios de mantermos sempre a companhia de boas pessoas ou mesmo abrir-se a novas amizades certamente são as visitas. Há visitas visitas que façam muito bem principalmente aos seus visitantes, como hospitais, lares de enfermos, asilos, orfanatos, projetos de ONGs. Há ainda pessoas que viajam a diversos cantos do mundo a visitar lugares distantes só para levar um pouquinho da sua presença e com ela sua ternura, carinho, amor e ajuda.
Visitas que façam o bem não precisam sem longas, demoradas e distantes. Visitas próximas ajudam e muito, vizinhos com bom relacionamento sempre são bem cooperativos e solidários. Visitas a famílias carentes podem entregar coisas boas mesmo que não sejam materiais, como sorrisos e calorosas conversas.
Seja qual for o motivo, interesse ou distração, conhecer mais as pessoas, cultivar bons relacionamentos e boas companhias é que torna as pessoas menos ilhas e mais pontes.
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